A luta pelo território como princípio educativo nos processos de educação do campo na América Latina: um estudo de caso no Brasil e na Argentina
DOI:
https://doi.org/10.18593/r.v47.29326Palavras-chave:
Educação do Campo, Educação Rural, Argentina, BrasilResumo
O objetivo deste estudo é a análise qualitativa e comparativa de duas experiências de educação do campo no Brasil e na Argentina. Para esta análise, buscamos eixos comuns como trabalho e educação. As experiências locais do curso de graduação em Educação do Campo da Universidade Federal de Viçosa (UFV) no Brasil e da Escola Nacional de Agroecologia (ENA) da Argentina, apresentam questões locais e globais de fundamental importância para a educação latino-americana. O artigo buscará discutir como a luta pelo território, mediada pelo trabalho, são eixos centrais nos processos educacionais camponeses, tanto na educação popular quanto na educação formal. A metodologia utilizada é qualitativa com revisão da literatura e experiências de trabalho de campo e pesquisa-ação. O trabalho conclui com a constatação da importância de tornar as populações mais pobres do campo: camponeses, operários e camponeses sem terra etc., participantes decisivos nos processos educativos tanto a nível de formação como de alfabetização interna das organizações, até sua formação profissional em espaços universitários e tecno-produtivos. Destacando a importância dos diálogos de saberes entre organizações camponesas de diferentes países e da articulação entre saberes populares e tecno-científicos na construção da Educação do Campo na e pela luta pela terra nos dois países.
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