Movimento entre concreto e abstrato na formação de conceitos matemáticos por estudantes privados de liberdade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18593/r.v47.30051

Palavras-chave:

Educação matemática, Experimento didático, Conhecimento teórico

Resumo

Como ensinar matemática para estudantes privados de liberdade em tempos de pandemia? A partir deste desafio, foi proposto o objetivo de investigar o movimento do pensamento matemático de estudantes privados de liberdade, durante a formação do conhecimento referente à relação de multiplicidade. Uma pesquisa foi realizada por meio de experimento didático com quatro estudantes matriculados Educação de Jovens e Adultos, em uma cadeia pública localizada no sertão paraibano. O experimento foi planejado e executado com base nos fundamentos da Teoria do Ensino Desenvolvimental de Davídov e da Atividade Orientadora de Ensino de Moura. Por causa da pandemia, não houve contato físico com os estudantes, e a comunicação foi apenas na forma escrita. Para tanto, foi providenciado um caderno para cada estudante. As tarefas impressas eram enviadas em uma folha A4 coladas nos cadernos. Os estudantes pensavam coletivamente a solução de cada tarefa e registravam individualmente, na forma manuscrita, em seus respectivos cadernos a síntese coletiva. Portanto, a fonte de dados consiste nas respostas dos estudantes. Os resultados indicam que, apesar de os colaboradores estarem privados de liberdade, eles são capazes de aprender coletivamente, desde que o ensino seja organizado em tal direção, e sejam propiciadas as condições objetivas para sua efetivação.

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Biografia do Autor

Francisco Carneiro Braga, UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA

Mestre em Educação pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL, 2021). Especialista em Educação Matemática (FASP, 2015) e Docência do Ensino Superior pela (ICETEC, 2018). Graduado em Ciências/habilitação em Matemática pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG, 2014). Pedagogo pela Faculdade Geremário Dantas (2016). Tem experiência na área de Matemática, Pedagogia e Ciências com ênfase no Ensino Prisional e Gestão administrativa privada. Pesquisador em Ciências da Educação com ênfase no Sistema Prisional de Ensino. Integrante dos grupos de pesquisa: GEPAPe (Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Atividade Pedagógica - USP), TedMat (Teoria do Ensino Desenvolvimental na Educação Matemática) e GPEMAHC (Grupo de Pesquisa em Educação Matemática uma Abordagem Histórico-Cultural).

Josélia Euzébio da Rosa, UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA

Licenciatura em Matemática (UNESC - 2004), Mestrado (2006) e Doutorado (2012) em Educação, linha de pesquisa Educação Matemática pela UFPR. Professora e pesquisadora com vínculo pela UniSul. As pesquisas incidem no modo de organização do ensino de Matemática. Atua na graduação (Pedagogia e Matemática), Mestrado e Doutorado em Educação. Integrante da Academia Internacional de Estudios Histórico-Cultural. Em 2019 foi consultora do Currículo Base do Território Catarinense (2019), no componente de Matemática. Suas pesquisas são organicamente vinculadas ao GEPAPe (Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Atividade Pedagógica - USP). O GEPAPe abarca uma rede nacional de grupos de pesquisa organizada em núcleos regionais. Dentre os grupos que constituem o núcleo catarinense está o TedMat (Teoria do Ensino Desenvolvimental na Educação Matemática) e GPEMAHC (Grupo de Pesquisa em Educação Matemática uma Abordagem Histórico-Cultural). 

Referências

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Publicado

19-12-2022

Como Citar

BRAGA, F. C.; ROSA, J. E. da. Movimento entre concreto e abstrato na formação de conceitos matemáticos por estudantes privados de liberdade. Roteiro, [S. l.], v. 47, p. e30051, 2022. DOI: 10.18593/r.v47.30051. Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/roteiro/article/view/30051. Acesso em: 17 abr. 2024.

Edição

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