A cosmologia andina e dos Povos Kaingang: pensando a educação do campo

Autores

  • Jaílson Bonatti Universidade Comunitária da Região de Chapecó https://orcid.org/0000-0002-5098-8614
  • Elison Antonio Paim Universidade Federal de Santa Catarina
  • Mário Mejía Huáman Universidad Ricardo Palma

DOI:

https://doi.org/10.18593/r.v47.28196

Palavras-chave:

Povos andinos, Kaingang, Cosmologia, Educação do Campo

Resumo

Este artigo pretende debater sobre as cosmologias originárias, especificamente, dos povos andinos e Kaingang, uma vez que é necessário esclarecer os saberes ancestrais como fontes de pesquisa e estudos na educação. Assim, o objetivo da escrita é aproximar as cosmologias desses povos com a educação do campo, a fim de compreender a contribuição dessas culturas para as teorias educacionais hegemônicas. Para isso, a metodologia adotada caracteriza-se como teórico-bibliográfica, com leituras e reflexões em livros e artigos. Assim sendo, hoje quando se fala em educação do campo, é preciso ter uma ideia de que para os povos andinos e Kaingang, principalmente os que vivem no campo, este lugar ainda conserva muito de sua originalidade cosmocêntrica, merecendo ainda ser respeitado. Porém, a influência do invasor colonizador na América transformou a concepção das cosmologias originárias, mudando para um modelo de produção e reconfiguração das relações espaço-temporais do ser humano com a natureza. Essas são algumas das principais ideias que serão abordadas neste artigo sobre como a concepção dos povos originários ainda é importante para pensar que tipo de educação do campo queremos para nossas sociedades.

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Biografia do Autor

Jaílson Bonatti, Universidade Comunitária da Região de Chapecó

Mestre em Educação pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó. Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Regional integrada do Alto Uruguai e das Missões. Membro do grupo de Pesquisa SULEAR: Educação Intercultural e Pedagogias Decoloniais na América Latina. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5098-8614. E-mail: jailson.1bio@gmail.com

Elison Antonio Paim, Universidade Federal de Santa Catarina

Graduado em História pela Universidade Federal de Santa Maria (1986), mestre em História
pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996) e doutor em Educação pela
Universidade Estadual de Campinas (2005). Pós-doutor pelo programa de Ensino de História
de África pelo Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla- Angola (2020). Bolsista
Produtividade CNPq chamada PQ – 2020. Professor Adjunto da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), lotado no Departamento de Metodologia de Ensino (MEN) do Centro
de Educação. Vice coordenador do Mestrado Profissional em Ensino de História de junho de
2014 a junho de 2016. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE
(2016-2018). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE).
Líder do Grupo de Pesquisas Patrimônio, Memória e Educação (PAMEDUC -UFSC), vice-
líder do Grupo de Pesquisas Rastros (USF), membro do Grupo de Pesquisas Kairós
(Unicamp), Tem experiência na área de História e Educação, com ênfase em Práticas de
Ensino, Experiências de Ensino. Desenvolve trabalhos de Ensino, extensão e Pesquisa na
orientação de TCC, mestrado e doutorado nos seguintes temas: experiência, memória; fazer-
se professor, ensino de história.  ORCID:  https://orcid.org/0000-0002-7509-5572. E-mail:
elison0406@gamil.com.

Mário Mejía Huáman, Universidad Ricardo Palma

Professor na Faculdade de Filosofia da Universidade Ricardo Palma-PERU. Doutor em Educação pela Universidade Nacional de Cusco e Mestre em Filosofia pela Universidade Nacional Mayor de San Marcos-PERU. Membro Correspondente da Academia Mayor de Quechua.
E-mail: mejiahuaman@gmail.com

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Publicado

12-07-2022

Como Citar

BONATTI, J.; PAIM, E. A.; HUÁMAN, M. M. A cosmologia andina e dos Povos Kaingang: pensando a educação do campo. Roteiro, [S. l.], v. 47, p. e28196, 2022. DOI: 10.18593/r.v47.28196. Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/roteiro/article/view/28196. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Seção temática: Educação do Campo: análises e resistências em movimento