O novo ensino médio: um eufemismo de reforma educacional e seus efeitos deletérios
DOI:
https://doi.org/10.18593/r.v50.35386Palavras-chave:
Neoliberalismo, Novo Ensino Médio, SubjetividadeResumo
Este artigo é um recorte de uma tese de doutorado e tem como objetivo refletir sobre os impactos da política neoliberal na educação brasileira, com ênfase na implantação do Novo Ensino Médio (NEM). Trata-se de um trabalho teórico que analisa, particularmente, como essa reforma tem influenciado o contexto escolar e a formação subjetiva dos estudantes, a partir das diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da pedagogia das competências, que traduzem os interesses de uma lógica empresarial aplicada à educação pública. Para sustentar essa análise, são utilizados documentos oficiais e contribuições teóricas de especialistas, permitindo uma leitura crítica do cenário educacional atual. Argumenta-se que o NEM não cumpre plenamente sua função nem como preparação para o mercado de trabalho nem como base para o ingresso no ensino superior. Em vez de fomentar uma formação crítica e científica, promove uma racionalidade técnica e utilitarista, esvaziando o papel emancipador da educação. A proposta atende a interesses privatistas e minimalistas, reforçando um modelo alienante que compromete a qualidade da formação oferecida aos estudantes da rede pública.
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