Entre linhas e mapas: analisando cartograficamente agenciamentos da Educação Infantil
DOI:
https://doi.org/10.18593/r.v49.34896Palavras-chave:
Educação Infantil, Cartografia, Agenciamento, Criança, NaturezaResumo
Este artigo apresenta uma síntese dos resultados de uma pesquisa de Mestrado em Educação que teve como objetivo analisar os agenciamentos do cotidiano da Educação Infantil relacionados ao desemparedamento da criança em um Centro de Educação Infantil municipal de Lages/SC. Como recurso metodológico de análise, optamos por uma cartografia, a qual oferece uma conduta investigativa, que possibilita analisar as relações entre os sujeitos e a configuração do espaço estudado em meio a essas relações. A pesquisa reúne elementos que contribuem para pensarmos em um desemparedamento de concepções e ideias, e não somente das paredes das salas de aula. Dessa forma, exploramos a Filosofia da Diferença, a partir de Gilles Deleuze e Félix Guattari, para trazer a cartografia como método de pesquisa em educação, para, possivelmente, produzirmos multiplicidade. Contemplando a rotina vivenciada pelas crianças, percebeu-se que as professoras da turma pesquisada consideram relevante os tempos e espaços na Educação Infantil, ofertando experiências brincantes e potencializadoras. Assim sendo, as crianças vivenciam um currículo capaz de considerar o devir-criança, reafirmando assim seu protagonismo infantil. Contudo, observou-se que os agenciamentos direcionados às crianças, devido a rotina estabelecida, reprimem suas experiências com o mundo natural, interagindo muito pouco em meio a esse ambiente em relação ao tempo que lá permanecem, dessa forma sendo moldadas em sua pulsão desejante, emparedadas. As crianças brincam sobre o chão em sua maior parte, cobertos por cimento e brita, sendo esses espaços predominantes nas áreas externas. Nos incessantes fluxos, muitos encontros aconteceram e desestabilizaram segmentos molares, produzindo agenciamentos, estendendo assim, as linhas virtuais no currículo.
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