Confronting stigma and prejudice in Higher Education
DOI:
https://doi.org/10.18593/r.v49.32927Keywords:
Teacher Training, Human Rights, Teaching Knowledge, Stigmas, Decolonized teaching, PrejudicesAbstract
The expansion and internalization of higher education has given access to a historically excluded group of black, brown, quilombola, indigenous, poor and disabled students, bringing new challenges to teaching. Considering this context and the colonial and elitist heritage that has shaped teaching in higher education, the aim of this article is to analyze the conceptions and development of teaching knowledge to confront stigma and prejudice at this level of education. Methodologically, we carried out a theoretical essay of a qualitative, reflective and interpretative nature, divided into two categories of analysis: the development of teaching knowledge and teaching knowledge in the philosophical-political trends of education. The theoretical analysis indicates clues for tackling stigmas and prejudices in higher education: the need to build professional knowledge mediated by continuous and collaborative training, reflecting on one's own practice and the traditional education in which we were trained, developing disciplinary knowledge beyond content in a curriculum that links science to the real problems of the context, uncovering the historical and epistemological erasures that have silenced groups and cultures. In developing experiential knowledge, it is necessary to deepen each teacher's connection with their own history, facilitating self-acceptance and the possibility of revising beliefs that inferiorize the other, assuming involvement in the construction of liberating practices.
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