Diretrizes curriculares nacionais: a formação de professores de história entre o arbóreo e o rizomático
DOI:
https://doi.org/10.18593/r.v50.37498Palavras-chave:
formação docente, diretrizes , currículo rizomáticoResumo
Este artigo investiga a formação inicial de docentes de história. Busca apreender de que modo esta formação pode ser compreendida a partir de uma abordagem rizomática, considerando as diferentes Diretrizes normativas do Conselho Nacional de Educação para as Licenciaturas, aprovadas nesta última década e instituídas pelas Resoluções nº 2/2015; 2/2019 e 4/2024. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza crítico-analítica, cuja análise toma como referência a perspectiva rizomática do currículo, ancorada na filosofia da diferença de Deleuze e Guattari (1995), segundo a qual “um rizoma não cessaria de conectar cadeias semióticas, organizações de poder, ocorrências que remetem às artes, às ciências, às lutas sociais” (p.14). Os resultados revelam que as Diretrizes de 2015, ao atribuírem centralidade à constituição dos modos de ser professor e professora, rejeitam o enraizamento arbóreo, priorizando a diferença e favorecendo uma perspectiva curricular rizomática. Por sua vez, o enquadramento à BNCC, definido pelas Diretrizes de 2019, BNC-Formação, atravancaria a existência de tempos e espaços para a variação, a multiplicação, a disseminação e a proliferação de sentidos que caracterizam o currículo rizomático. De outra parte, as Diretrizes Curriculares de 2024 destacam entre os conhecimentos profissionais do docente, aqueles ligados aos conteúdos dos direitos humanos, às diversidades étnico-racial, de gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional, possibilitando que dessas temáticas possam emergir os vazamentos, as bifurcações e as linhas de fuga inerentes à condicionalidade rizomática do currículo.
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