O ensino de história e cultura afro-brasileira diante da ideologia neopentecostal

Autores

  • José Eustáquio Brito Universidade do Estado de Minas Gerais https://orcid.org/0000-0001-9605-9338
  • Marina Lanza Venuto Universidade do Estado de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.18593/r.v50.36532

Palavras-chave:

História e cultura afro-brasileira, Neopentecostalismo, Racismo religioso, Práticas pedagógicas

Resumo

Ao indagar sobre a implementação da educação das relações raciais num contexto em que se manifestam ocorrências de racismo religioso, o presente artigo explicita tensões vivenciadas por docentes no contexto da escola pública visando a identificar estratégias adotadas para superar esse desafio. A pesquisa foi realizada junto a professores de história da rede estadual de educação de Minas Gerais, na cidade de Sete Lagoas. Os referenciais teóricos principais foram as obras de Mariano (2014), Gomes (2019), Costa (2020). As informações que subsidiaram a pesquisa foram obtidas mediante a técnica da entrevista centralizada no problema. Conclui-se que os professores se posicionam diante dos embates ideológicos envolvendo o discurso neopentecostal de modo assegurar a efetividade desses conteúdos nas aulas de história.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Marina Lanza Venuto, Universidade do Estado de Minas Gerais

Mestre em Educação e Formação Humana pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).Possui Graduação em História pelo Centro Universitário de Sete Lagoas (2002) e Graduação em Administração pelo Centro Universitário de Sete Lagoas (2008). Atualmente é professora de História da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais (SEEMG). Tem experiência na área de ensino de História, Sociologia e Filosofia nos anos finais do ensino fundamental, no ensino médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Tem interesse em pesquisas sobre educação, ensino de História, manifestações culturais afro-brasileiras, estudo das relações étnico- raciais, doutrinas religiosas e história do cinema.

Referências

AGENOR. Entrevista. Sete Lagoas (Minas Gerais). 09 de fevereiro de 2023.

ARANHA, Antônia Vitória Soares. Ações afirmativas. In: GUERRA, Rosangela; SOUZA, João Valdir Alves. (org.). Dicionário crítico da educação. 1. ed. Belo Horizonte: Dimensão, p. 13-15, 2014.

ARNALDO. Entrevista. Sete Lagoas (Minas Gerais). 24 de fevereiro de 2023.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília, DF: MEC, 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11645. htm. Acesso em: 22 set. 2020.

CAVALLEIRO, Eliane. Introdução. Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais. Brasília, DF: SECAD, p.15-28, 2006.

COSTA, Geiziane Angélica de Souza. Escola e religião no estado laico: intolerância e racismo religioso frente ao direito de liberdade religiosa. 14ª Reunião da ANPEd – Sudeste. UERJ, Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://www.anais.anped.org.br/regionais/sites/default/files/trabalhos/23/7663-TEXTO_PROPOSTA_COMPLETO.pdf Acesso em: 11 jul. 2021.

FLICK, Uwe. Uma introdução à pesquisa qualitativa. 2.ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

GOMES, Joaquim Benedito Barbosa. A recepção do instituto da ação afirmativa pelo direito constitucional brasileiro. In: SANTOS, Sales Augusto dos (org.). Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas. Brasília: MEC: UNESCO, p. 47-82, 2005. Disponível em: https://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/acoes_afirm_combate_racismo_americas.pdf Acesso em 15 ago. 2022.

GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. 1. ed. Petrópolis: Vozes, 2019.

GOMES, Nilma Lino. Relações étnico-raciais, educação e descolonização dos currículos. In: Currículos sem Fronteiras, v. 12, n.1, p.98-109, jan./abr. 2012. ISSN 1645-1384. Disponível em: http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/uploads/2012/11/curr%C3%ADculo-e-rela%C3%A7%C3%B5es-raciais-nilma-lino-gomes.pdf. Acesso em: 13 dez. 2021.

JACCOUD, Luciana. Racismo e república: o debate sobre o branqueamento e a discriminação racial no Brasil. In: THEODORO, Mário (org.). As políticas públicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos após a abolição. 1. ed. Brasília: IPEA, 2008.

LÉLIA. Entrevista. Sete Lagoas (Minas Gerais). 06 de fevereiro de 2023.

LOPES, José Miguel Lopes. Escola e (in) tolerância. In: GUERRA, Rosangela; SOUZA, João Valdir Alves. (org.). Dicionário crítico da educação. 1. ed. Belo Horizonte: Dimensão, p. 122-124, 2014.

LUCIANA. Entrevista. Sete Lagoas (Minas Gerais). 02 de fevereiro de 2023.

MAIA, Aline de Assis Xavier. Aprender com o pastor ou com o professor? Um panorama da recepção de alunos pentecostais ao ensino de História e cultura afro-brasileira. ANPUH-Brasil – 30º Simpósio Nacional de História. UFPE, Recife, 2019. Disponível em: https://www.snh2019.anpuh.org/resources/anais/8/1564402579_ARQUIVO_PASTORANPUH-ALINEMAIA.pdf. Acesso em: 15 jul. 2021.

MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. 5. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2014.

ROCHA, Rosa Margarida de Carvalho; TRINDADE, Azoilda Loretto da. Ensino Fundamental. Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais. Brasília, DF: SECAD, p. 55- 77, 2006.

WREGE, Rachel Silveira. As mensagens das igrejas neopentecostais e suas consequências para a educação. 1. ed. Jundiaí: Paco Editorial, 2010.

Downloads

Publicado

19-12-2025

Como Citar

BRITO, José Eustáquio; VENUTO, Marina Lanza. O ensino de história e cultura afro-brasileira diante da ideologia neopentecostal. Roteiro, [S. l.], v. 50, p. e36532, 2025. DOI: 10.18593/r.v50.36532. Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/roteiro/article/view/36532. Acesso em: 22 abr. 2026.

Edição

Seção

Artigos de demanda contínua