Grupos de pesquisas que formam, saberes que transformam a formação inicial de professoras/es que ensinam matemática
DOI:
https://doi.org/10.18593/r.v50.37496Palavras-chave:
Formação Inicial de Professores, Grupos de Pesquisa, Educação MatemáticaResumo
O artigo é fruto de uma investigação, desenvolvida com estudantes em formação inicial de duas Universidades públicas federais, em que apresento encaminhamentos e resultados de um estudo desenvolvido com dois grupos de pesquisas brasileiros em Educação Matemática, dentre os quais integram acadêmicas/os de Pedagogia. Como objetivo, intenciono compreender o papel destes na formação inicial das/os futuras/os professoras/es, bem como as motivações para vinculação e permanência neste espaço mediado pela pesquisa na perspectiva de desvelar condicionantes e racionalidades que emergem da participação ativa nas reuniões. A metodologia adotada se inscreve no campo da pesquisa qualitativa em educação em que os dados são produzidos, prioritariamente, com base em um questionário Google Forms. O referencial teórico explora problemas e perspectivas da formação de professores pela pesquisa, como ainda a caracterização da formação matemática e para o ensino de Matemática da/o pedagoga/o. Em termos de resultados, foram levantados indicadores que demarcam a contribuição dos grupos para a ampliação do repertório didático-pedagógico pelo viés reflexivo possibilitado no olhar coletivo de suas/seus partícipes. Frente ao processo de produção e análise dos dados, foi possível concluir que a participação nestes espaços despertou três tipos de sentimentos pelo viés da pesquisa: 1. Sentimento de pertença, que tem relação direta com a acolhida no espaço de estudo; 2. A proposta dos grupos de pesquisa de constituírem-se como um ambiente de colaboração e de partilha; 3. Sentimento de identificação que tem o ambiente do grupo como espaço coletivo, de identidade com a carreira que reverbera na docência.
Downloads
Referências
BERTONI, N. E. Formação do professor: concepção, tendências verificadas e pontos de reflexão. Temas e Debates, Rio Claro, v. 1, n. 7, p. 8-15, 1995. Disponível em: https://www.sbembrasil.org.br/periodicos/index.php/td/article/view/2636/1832. Acesso em: 20 mar. 2025.
BOGDAN, R. C.; BIKLEN, S. K. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porte Editora, 1994.
BRASIL, Resolução n. 510, de 07 de abril de 2016. Trata sobre as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa em ciências humanas e sociais. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 24 maio 2016. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&data=24/05/2016&pagina=44. Acesso em: 08 nov. 2024.
CIRÍACO, K. T.; CAMELO, V. N. A formação de futuros professores pela pesquisa: quais os desafios? Revista Ensino & Pesquisa, v.14, n.02, p. 30-57 jul/dez 2016. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/ensinoepesquisa/article/view/771. Acesso em: 07 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.33871/23594381.2016.14.2.771
CIRÍACO, K. T.; PIROLA, N. A. "A Matemática, ela assusta um pouco": crença de autoeficácia e mudança de atitudes de estudantes de Pedagogia a partir da pesquisa na formação inicial. REVEMAT, Florianópolis (SC), v.13, n.1, p.147-162, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/revemat/article/view/1981-1322.2018v13n1p147. Acesso em: 12 abr. 2025. DOI: https://doi.org/10.5007/1981-1322.2018v13n1p147
CIRÍACO, K. T.; SANTOS, Y. K. O PIBID como espaço colaborativo na formação inicial de professores que ensinam matemática. Revista Práxis Educacional, Vitória da Conquista - Bahia, v. 16, n. 43, p. 569-595, Edição Especial, 2020. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/praxis/article/view/6508/5243. Acesso em: 15 maio 2025. DOI: https://doi.org/10.22481/rpe.v16i43.6508
CORREIA, C. E. F. A formação (matemática) dos professores polivalentes. Revista de Educação Matemática – vol. 11, n. 13, 2008. Disponível: https://www.revistasbemsp.com.br/index.php/REMat-SP/article/view/323. Acesso: 20 nov. 2024.
CRUZ, V. A. de A. O desenvolvimento profissional do professor da Educação Básica em grupos de pesquisa. 2017. 121f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de São Carlos. UFSCar. Sorocaba-SP. 2017. Disponível em: https://www.ppged.ufscar.br/pt-br/arquivos-1/dissertacoes-defendidas/2017/vanessa_alves_de_almeida_cruz_-1.pdf. Acesso em: 12 maio 2025.
CURI, E. Formação de professores polivalentes: uma análise dos conhecimentos para ensinar matemática e das crenças e atitudes que interferem na constituição desses conhecimentos. 2004. 278f. Tese (Doutorado em Educação Matemática) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP. São Paulo-SP. 2004. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/MATEMATI CA/Tese_curi.pdf. Acesso em: 12 jun. 2025.
DAMIANI, M. F. Entendendo o trabalho colaborativo em educação e revelando seus benefícios. Educar, Curitiba, n. 31, p. 213-230, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/FjYPg5gFXSffFxr4BXvLvyx/abstract/?lang=pt. Acesso em: 20 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-40602008000100013
DINIZ-PEREIRA, J. E. A construção do campo da pesquisa sobre formação e professores. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 22, n. 40, p. 145-154, jul./dez. 2013. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/faeeba/v22n40/v22n40a13.pdf. Acesso em: 7 abr. 2025. DOI: https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2013.v22.n40.p145-154
DINIZ-PEREIRA, J. E. Da racionalidade técnica à racionalidade crítica: formação docente e transformação social. Perspectivas em Diálogo: Revista de Educação e Sociedade. Naviraí, v.01, n.01, p. 34-42, jan-jun.2014. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/persdia/article/view/15. Acesso em: 12 maio 2025. DOI: https://doi.org/10.55028/pdres.v12i32.22820
DINIZ-PEREIRA, J. E. A situação atual dos cursos de licenciatura no Brasil frente à hegemonia da educação mercantil e empresarial. Revista Eletrônica de Educação, v. 9, n. 3, p. 273-280, 2015. Disponível em: https://www.reveduc.ufscar.br/index.php/reveduc/article/view/1355. Acesso em: 10 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.14244/198271991355
FERNANDES, V. M.; CURI, E. Algumas reflexões sobre a formação inicial de professores para ensinar Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental. REnCiMa, v. 3, n. 1, p. 44-53, jan./jul. 2012. Disponível em: https://doaj.org/article/8877c93931854cb89adbc6a723341029. Acesso em: 21 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.26843/rencima.v3i1.98
GATTI, B. A. Formação de professores no Brasil: características e problemas. Educação & Sociedade. Campinas, v. 31, n. 113, p. 1355-1379, out.-dez. 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/R5VNX8SpKjNmKPxxp4QMt9M/. Acesso em: 21 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302010000400016
GATTI, B. A. Perspectivas da formação de professores para o magistério na educação básica: a relação teoria e prática e o lugar das práticas. Rev. FAEEBA – Ed. e Contemp., Salvador, v. 29, n. 57, p. 15-28, jan./mar. 2020. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/faeeba/v29n57/0104-7043-faeeba-29-57-0015.pdf. Acesso em: 21 abr. 2025. DOI: https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2020.v29.n57.p15-28
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2008.
GOMES, M. Obstáculos epistemológicos, obstáculos didáticos e o conhecimento matemático nos cursos de formação de professores das séries iniciais do Ensino Fundamental. Contrapontos, Itajaí, v. 2, n. 6, p. 423-437, set./dez. 2002. Disponível em: https://periodicos.univali.br/index.php/rc/article/view/181. Acesso em: 10 maio 2025.
GOMES, M. Obstáculos na aprendizagem matemática: identificação e busca de superação nos cursos de formação de professores das séries iniciais. 2006. 161f. Tese (Doutorado em Educação Científica e Tecnológica) – Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Florianópolis-SC. 2006. Disponível em: Acesso em: 7, jun. 2025. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/89346. Acesso em: 10 maio 2025.
JAPIASSU, H. F. Introdução ao pensamento epistemológico. 7ª. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992.
JUSTINA, L. A. D. Investigação sobre um grupo de pesquisa como espaço coletivo de formação inicial de professores e pesquisadores de Biologia. 2011. 238f. Tese (Doutorado em Educação para a Ciência) – Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", FC/UNESP. Bauru-SP. 2011. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/f736addc-f4cc-4864-a406-c72a13313e60/content. Acesso em: 12 mar. 2025.
KULLOK, M. G. B. Formação de professores para o próximo século: novo lócus? São Paulo: Annablume, 2000.
LÜDKE, M. O professor e sua formação para a pesquisa. EccoS- Revista Científica, São Paulo, v. 7, n. 2, p. 333-349, jul-dez. 2005. Disponível em: https://periodicos.uninove.br/eccos/article/view/420/0. Acesso em: 17 mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.5585/eccos.v7i2.420
MOREIRA, D. A. O método fenomenológico na pesquisa. São Paulo: Pioneira, 2002.
PENITENTE, L. A. de A. Professores e pesquisa: da formação ao trabalho docente, uma tessitura possível. Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação Docente, Belo Horizonte, v. 4, n. 7, p. 19-38, jul-dez. 2012. Disponível em: https://www.revformacaodocente.com.br/index.php/rbpfp/article/view/61. Acesso em: 1, jun. 2025.
SHULMAN, L. Those who understand: knowledge growth in teaching. Educational Research, n. 15 (2), p. 4-14, 1986. Disponível em: https://www.wcu.edu/webfiles/pdfs/shulman.pdf. Acesso em: 12 abr. 2025. DOI: https://doi.org/10.3102/0013189X015002004
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Klinger Teodoro Ciríaco

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Declaração de Direito Autoral
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado simultaneamente sob uma Licença Creative Commons – Atribuição – 4.0 Internacional.





