Escuelas Cívico-Militares: constitución/rendición de subjetividades para la obediencia y la servidumbre

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.18593/r.v47.27409

Palabras clave:

educación, desubjetivación, obediencia, experiencias reflexivas

Resumen

En este estudio pretendemos reflexionar, para mejor comprender, el llamado al regreso de las fuerzas militares, de mando y obediencia, como modelo educativo y de valorización humana. Comprender cómo las prácticas de sujeción se vuelven aceptables - estilo de servidumbre voluntaria -, reduciendo la persona a la condición de cosa, en una trama que perpetúa la violencia y la crueldad, de, y en las llamadas relaciones sociales, reforzando la profunda desigualdad económica, social y cultural. Partimos de los problemas: ¿Por qué gran parte de la población brasileña cree que el orden y la disciplina militares son adecuados para los niños y jóvenes en edad escolar? ¿Cuáles implicaciones surgen de la forma(ta)ción militar como componente de la subjetividad? ¿Cuáles alternativas podemos esperar? Para una comprensión más profunda y reveladora de las contradicciones y tensiones presentes en esta propuesta formativa -escuela cívica militar- buscamos apoyo en referencias teóricas construidas por autores como en Foucault, Guattari, Maturana, Varela y otros, cuyos aspectos reflexivos invitan a debates y compromisos de diferentes dinámicas. Destacamos que las escuelas cívico-militares en las alas de la jerarquía, la dominación, el orden y la obediencia apuntan mucho más a un cuerpo capturado que al cuerpo de una persona constituido en las interacciones de las vivencias. Las lógicas formativas que se adhieren al mando y la obediencia exigen entregarse a verdades incontestables que, de manera instrumental, enmarcan y condicionan. Creemos que la experiencia del pensamiento y como subjetividad, desde la profanación de los dispositivos, desde la autopoiesis como vivir educativo y desde la producción de discontinuidades por parte de los educadores, puede contribuir a superar la lógica del mando y la obediencia.

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Biografía del autor/a

Roque Strieder, Universidade do Oeste de Santa Catarina

(último título acadêmico e respectiva instituição; atividade que desempenha; instituição a que está vinculado) Doutor em Educação pela Unimep de Piracicaba SP. Prof. do programa de Mestrado em Educação Pesquisador PIBIC/CNPq e FAPESC

Andrerika Vieira Lima Silva, Unoesc _ Universidade do Oeste de Santa Catariana

Mestre em Educação. Doutoranda pelo PPGE da Unoesc/ Joaçaba/SC. Professora do Instituto Federal do Mato Grosso - IFMS.

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Publicado

2022-02-04

Cómo citar

STRIEDER, Roque; SILVA, Andrerika Vieira Lima. Escuelas Cívico-Militares: constitución/rendición de subjetividades para la obediencia y la servidumbre. Roteiro, [S. l.], v. 47, p. e27409, 2022. DOI: 10.18593/r.v47.27409. Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/roteiro/article/view/27409. Acesso em: 27 abr. 2026.

Número

Sección

Artigos de demanda contínua