O YouTube como campo de investigação em educação: uma revisão a partir dos Estudos Culturais
DOI:
https://doi.org/10.18593/r.v49.34594Palavras-chave:
YouTube, Estudos Culturais, Infâncias, JuventudesResumo
O objetivo do artigo é apresentar e discutir os resultados de uma revisão de literatura realizada no sentido de mapear trabalhos acadêmicos no campo da Educação e que tenham desenvolvido suas pesquisas a partir do YouTube, tomando como referencial teórico principal os Estudos Culturais em Educação. Foram encontradas doze Dissertações e duas Teses, em duas bases de dados, publicadas nos últimos 10 anos e que articulam os seguintes descritores: infância(s), juventude(s), YouTube e Estudos Culturais. Os resultados mostram a potência do YouTube como campo investigativo das infâncias e das juventudes no tempo presente. Demonstram, também, a necessidade das análises dos novos espaços midiáticos contemporâneos, bem como explicitam os muitos modos por meio dos quais o YouTube, os YouTubers e suas pedagogias funcionam como “máquinas de ensinar” a ser e estar no mundo.
Downloads
Referências
ALVES-MAZZOTTI, A. J. A “revisão de bibliografia” em teses e dissertações: meus tipos inesquecíveis – o retorno. In: BIANCHETTI, L.; MACHADO, A. M. N. (org.). A bússola do escrever. 2ª Edição. Florianópolis: Editora da UFSC; São Paulo: Cortez Editora, p. 25-44, 2006.
ANDRADE, P. D.; COSTA, M. V. Usos e possibilidades do conceito de pedagogias culturais nas pesquisas em estudos culturais em educação. Revista Textura. Canoas. v.17 n.34, p.48-63, maio/ago. 2015.
ARAUJO, C. M. O YouTube como um lugar possível para se pensar as infâncias. 2021. 218 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
BATISTA, L. F. S. Jovens youtubers: processos de autoria e aprendizagens contemporâneas. 2014. 160 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
BELARMINO, N. M. Youtubers como uma pedagogia cultural de gênero: enunciados sobre menina-mulher em canais do YouTube. 2020. 265 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação. Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil.
BONIN, I. T.; RIPOLL, D.; WORTMANN, M. L. C.; SANTOS, L. H. S. dos. Por Que Estudos Culturais? Educação & Realidade, [S. l.], v. 45, n. 2, 2020. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/100356. Acesso em: 28 fev. 2024.
BRAYER, J. B. Construindo identidades infantis em uma "Nação corderosadora”: gênero, classe social e raça em vídeos do YouTube. 2020. 167 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Instituto de Educação, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Brasil.
BUCKINGHAM, D. Crescer na era das mídias eletrónicas. São Paulo: Loyola, 2007.
CAMPOS, L. R. M. et al. A revisão bibliográfica e a pesquisa bibliográfica numa abordagem qualitativa. Cadernos da Fucamp, v. 22, n. 57, p. 96-110, 2023.
COSTA, M. V. Educar-se na sociedade de consumidores. In: COSTA, M. V. (org.). A educação na cultura da mídia e do consumo. Rio de Janeiro: Lamparina, 2009, p. 35-37.
COSTA, M. V.; SILVEIRA, R. M. H.; SOMMER, L. H. Estudos culturais, educação e pedagogia. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 23, p. 36-61, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/FPTpjZfwdKbY7qWXgBpLNCN/?format=pdf&lang=pt Acesso em: 20 mar. 2023.
COSTA, M. V.; WORTMANN, M. L. C.; BONIN, I. T. Contribuições dos Estudos Culturais às pesquisas sobre currículo: uma revisão. Currículo sem Fronteiras, [s.l.], v. 16, n. 3, p. 509-541, 2016. Disponível em: http://www.curriculosemfronteiras.org/vol16iss3articles/costa-wortmann-bonin.pdf Acesso em: 20 mar. 2023.
DALETHESE, T. R. Faz de conta que todos nós somos youtubers: crianças e narrativas contemporâneas. Dissertação (Mestrado em Educação). 2017. 173f. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
DORNELES, L.; FERNANDES, N. Estudos da criança e pesquisa com crianças: nuances luso-brasileiras acerca dos desafios éticos e metodológicos. Currículo sem fronteiras, v. 15, n.1, p. 65-78, jan./abr. 2015.
DU GAY, P. et al. Doing Cultural Studies: The Story of the Sony Walkman. Londres: Sage, 1997.
FARIAS, M. C. O Brincar de brincar: pedagogias, espetáculo e consumo nos canais de youtubers infantis. Tese (Doutorado em Educação). 2021. 162f. Universidade Luterana do Brasil, Canoas, Brasil.
GIROUX, H. Atos impuros: a prática política dos Estudos Culturais. Porto Alegre: Artmed, 2003.
GONÇALVES, M. C. “O que você é?!”: representações de gênero não-binário no YouTube Dissertação (Mestrado em Educação). 2022. 102f. Universidade Luterana do Brasil, Canoas, Brasil.
GOOGLE. Ajuda do YouTube - Políticas de Monetização de Canais do YouTube. 2023a. Disponível em: https://support.google.com/youtube/answer/1311392?hl=pt-BR#zippy= Acesso em: 28 mar. 2023.
GOOGLE. Ajuda do YouTube - Princípios de Qualidade para Conteúdo Familiar e Infantil. 2023b. Disponível em: https://support.google.com/youtube/answer/1311392?hl=pt-BR#zippy=%2Cprinc%C3%ADpios-de-qualidade-para-conte%C3%BAdo-familiar-e-infantil, Acesso em: 28 de mar. 2023.
GOOGLE. Entenda o poder do YouTube. 2017. Disponível em: https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/estrategias-de-marketing/video/entenda-o-poder-do-youtube/ Acesso em: 24 mar. 2023.
GOOGLE/OXFORD ECONOMICS (2021). Relatório de Impacto YouTube Brasil 2020. Disponível em: https://kstatic.googleusercontent.com/files/271fedda8e111b918da73dbd30242a1b7871f51238bb452c8191bd0216d5780fcbd883cf37330180f05211bdfa02885a511d6834fe98593059d071f77b84c714 Acesso em: 24 mar. 2023.
GROSSBERG, L. What did you learn in school today? Cultural Studies as Pedagogy. In: AKSIKAS, J. et al. (Ed.). Cultural Studies in the Classroom and Beyond. Critical Pedagogies and Classroom Strategies. Palgrave Macmillan Cham, 2019.
HALL, S. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 22, n. 2, p. 15-46, jul./dez. 1997.
JENKINS, H. Cultura da convergência. 2 ed. São Paulo: Aleph, 2009.
MÁXIMO, S. R. H. A. A divulgação científica por crianças: Uma comparação de produções no Youtube. Dissertação (Mestrado em Estudos Culturais). 2020. 157f. Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.
MEDEIROS, F. P. S.; ROCHA, D. C. Os Canais do YouTube: Uma Revisão Bibliográfica. Anais do Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação/41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Joinville, SC, 2018. Disponível em: https://www.portalintercom.org.br/anais/nacional2018/resumos/R13-1323-1.pdf Acesso em: 20 mar. 2023.
MELO, D. R. Infância YouTuber: um estudo sobre modos de ser criança na contemporaneidade. Dissertação (Mestrado em Educação). 2018. 148f. Universidade Luterana do Brasil, Canoas, Brasil.
MION, M. R. B.; LOPES, D. Q. Youtube e Educação: uma revisão da pesquisa brasileira no período de 2014 a 2021. Renote, Porto Alegre, v. 19, n. 2, p. 526–536, 2021. Disponível em: https://www.seer.ufrgs.br/renote/article/view/121376 Acesso em: 20 mar. 2023.
MOTA, M.; PEDRINHO, S. Conciliando pensar e fazer com o YouTube, ou “a fábrica de presentes''. In: BURGESS, J.; GREEN, J. YouTube e a revolução digital. Como o maior fenômeno da cultura participativa transformou a mídia e a sociedade. São Paulo: Aleph, 2009.
OLIVEIRA, N. M. de; MOMO, M. Dialogando com pesquisas sobre Youtube e educação. #Tear: Revista de Educação, Ciência e Tecnologia, Canoas, v. 10, n. 1, 2021. DOI: 10.35819/tear.v10.n1.a4951. Disponível em: https://periodicos.ifrs.edu.br/index.php/tear/article/view/4951. Acesso em: 4 mar. 2024.
PAPALÉO, V. P. S. “Surpresa”! O fenômeno dos colecionáveis: instigando o consumo e reforçando estereótipos de gênero”. Dissertação (Mestrado em Educação). 2020 163f. Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Brasil.
PELLEGRINI, D. P.; REIS, D. D.; MONÇÃO, P. C.; OLIVEIRA, R. (s/d). Youtube: Uma nova fonte de discursos. Disponível em: http://bocc.ufp.pt/pag/bocc-pelegrini-cibercultura.pdf.
QUEM é o maior youtuber do Brasil? Confira canais de sucesso. Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação. São Paulo. 27 out. 2022. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/midia/maior-youtuber-do-brasil. Acesso em: 7 abr. 2023.
ROCHA, J. O. F. Infâncias contemporâneas propagadas no YouTube: problematizações a partir da parceria Felipe Neto e Minecraft. Dissertação (Mestrado em Educação). 2023. 121f. Universidade Luterana do Brasil, Canoas, Brasil.
RODRIGUEZ, R. C. M. Identidades de gênero e adultização: um estudo sobre erotização das infâncias e trabalho infantil a partir de videoclipes de MCs mirins compartilhados no YouTube. Dissertação (Mestrado em Educação). 2020. 146f. Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, Brasil.
SILVA, M. P. O. YouTube, juventude e escola em conexão: a produção da aprendizagem ciborgue. Dissertação (Mestrado em Educação). 2016. 172f. Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil.
SILVA, T. C. Representações de infância consumidora no canal Luccas Neto- Luccas Toon. Dissertação (Mestrado em Educação). 2021. 179f. Universidade Luterana do Brasil, Canoas, Brasil.
SILVA, T. T. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 2ª Edição. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
STEINBERG, S.; KINCHELOE, J. (org.). Cultura infantil: a construção corporativa da infância. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
WORTMANN, M. L. C.; COSTA, M. V.; SILVEIRA, R. M. H. Sobre a emergência e a expansão dos Estudos Culturais em educação no Brasil. Educação, [S. l.], v. 38, n. 1, p. 32–48, 2015. DOI: 10.15448/1981-2582.2015.1.18441. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/18441. Acesso em: 4 mar. 2024.
WORTMANN, M. L. C.; SANTOS, L. H. S. dos; RIPOLL, D. Apontamentos sobre os Estudos Culturais no Brasil. Educação & Realidade, [S. l.], v. 44, n. 4, 2019. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/89212. Acesso em: 4 mar. 2024.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Bianca Salazar Guizzo, Daniela Ripoll

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Declaração de Direito Autoral
Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Revista o direito de primeira publicação, com o trabalho licenciado simultaneamente sob uma Licença Creative Commons – Atribuição – 4.0 Internacional.





