Seria possível uma epistemologia freiriana decolonial? Da “Cultura do Silêncio” ao “Dizer a Sua Palavra”

Authors

DOI:

https://doi.org/10.18593/r.v44i3.17527

Keywords:

Decoloniality, Silence culture, Say his word

Abstract

The coloniality is present in the construction of the mind and of the Latin American imaginary. Throught the bibliographical analysis of the postcolonial studies, subalterns and decolonials, the different forms of representation that reproduce the coloniality are addressed, having the "Silence Culture" proposed by Paulo Freire as a possible expression of this relationship of opression. In this way, the aim is to think about the “Silence Culture” concept, as a representation of the coloniality of being, in which the subjects are subdued and withdrawn of the right of critical pronouncement from (their) world, proposing the concept of "Say His Word" as a form of decolonial praxis. We consider that the action of "Saying His Word" becomes an act of epistemic disobedience and humanization of subalternized/colonized/oppressed people’s bodies and minds.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Camila Wolpato Loureiro, Universidade Federal da Fronteira Sul

Graduada em História - Licenciatura Plena e Bacharelado, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente, é Mestranda e bolsista Capes/ FAPERGS no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Campus Erechim e membro do Grupo de Pesquisa Educação Popular na Universidade (GRUPEPU).

Thiago Ingrassia Pereira, Universidade Federal da Fronteira Sul

Pós-Doutor em Educação pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Doutor e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Sociólogo. Professor Adjunto da área de Fundamentos da Educação, do Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação (PPGPE) e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH) da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Campus Erechim. Membro do Grupo de Pesquisa Educação Popular na Universidade (GRUPEPU), que tem como objetivo pensar a educação popular em diferentes processos formativos, em especial o Ensino Superior.

References

ANDREOLA, B. A. A universidade e o colonialismo denunciado por Fanon, Freire e Sartre. Cadernos de Educação, Pelotas, [v. 29], p. 45-72, jul./dez. 2007.

BALLESTRIM, L. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 11. v. 1, p. 89-117, 2013. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-33522013000200004

COSTA, S. Dois Atlânticos: teoria social, anti-racismo e cosmopolitismo.

Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006.

CASTRO, A. M.; PAZ, N. I. N. O masculino não inclui o feminino! Linguagem inclusiva em debate. In: MACHADO, R. C. F.; CASTRO, A. M. (org.). Educação popular em debate. Jundiaí: Paco, 2017. p. 205-219.

CASTRO-GÓMEZ, S. Ciências sociais, violência epistêmica e o problema da ‘invenção do outro’. In: LANDER, E. (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais, perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Clacso, 2005. p. 169-186.

CASTRO-GÓMEZ, S.; GROSFOGUEL, R. Prólogo: Giro decolonial, teoría crítica y pensamiento heterárquico. In: CASTRO-GÓMEZ, S.; GROSFOGUEL, R. (org.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007.

CASTRO-GÓMEZ, S. La hybris del punto cero: ciencia, raza e ilustración en la Nueva Granada (1750-1816). Bogotá: Editorial Pontificia Universidad Javeriana, 2005.

CASTRO-GÓMEZ, S.; MENDIETA, E. (org.). Teorías sin disciplina: latinoamericanismo, poscolonialidad y globalización en debate. México: Miguel Ángel Porrúa, 1998.

CÉSAIRE, A. Discurso sobre el colonialismo. Madrid: Akal Ediciones, Col. Cuestiones de antagonismo, 2006.

ESCOBAR, A. Mundos y conocimiento de otro modo. Tabula Rasa, Bogotá, n. 1, p. 51-86, ene./dic. 2003. DOI: https://doi.org/10.25058/20112742.188

FANON, F. Os condenados da terra. Tradução: Enilce Albergaria Rocha, Lucy Magalhães. 3. ed. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2015.

FANON, F. Racismo e Cultura. In: FANON, F. Em defesa da Revolução Africana. Lisboa: Sá da Costa, 1980.

FIORI, E. M. Aprender a dizer sua palavra (prefácio). In: FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 41. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. p. 7-22.

FREIRE, P. Educação como prática para a liberdade: e outros escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.

GROSFOGUEL, R. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 80, v. 1, p. 115-147, 2008. DOI: https://doi.org/10.4000/rccs.697

LANDER, E. (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Colección Sur Sur, CLACSO, 2005.

LIMA, J.; GERMANO, J. O Pós-colonialismo e a pedagogia de Paulo Freire. Revista Inter-legere, n. 11, v. 1, p. 198-227, 2012.

MALDONADO-TORRES, N. Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto. In: CASTRO-GÓMEZ, S.; GROSFOGUEL, R. (org.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007. p. 127-168.

MEMMI, A. Retrato do colonizador precedido de retrato do colonizado. Tradução: Marcelo Moraes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.

MCCLINTOCK, A. Couro imperial: raça, gênero e sexualidade no embate colonial. Campinas: Editora da Unicamp, 2010.

MIGNOLO, W. Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado de identidade em política. Cadernos de Letras da UFF, n. 34, v. 1, p. 115-147, 2008.

MIGNOLO, W. El pensamiento decolonial: desprendimiento e apertura. In: CASTRO-GÓMEZ, S.; GROSFOGUEL, R. (org.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007. p. 26-46.

MIGNOLO, W. Historias locales/ disenos globales: colonialidad, conocimientos subalternos y pensamiento fronterizo. Madrid: Akal, 2003.

MIGNOLO, W. Postoccidentalismo: el argumento desde América Latina. In: CASTRO-GÓMEZ, S.; MENDIETA, E. (org.). Teorías sin disciplina: latinoamericanismo, poscolonialidad y globalización en debate. México: Miguel Ángel Porrúa, 1998. p. 26-46.

MOTA NETO, J. C. da. Paulo Freire e Orlando Fals Borda na genealogia da pedagogia decolonial na América Latina. In: REUNIÃO NACIONAL DA ANPED, GT 06 EDUCAÇÃO POPULAR, 38., 2017, São Luís. Anais [...]. São Luís, 2017. Disponível em: http://38reuniao.anped.org.br/sites/default/files/resources/programacao/trabalho_38anped_2017_GT06_129.pdf. Acesso em: 30 nov. 2017.

PILETTI, N.; PRAXEDES, W. Sociologia da Educação: do positivismo aos estudos culturais. São Paulo: Ática, 2010.

PIZZANI, L. et al. A arte da pesquisa bibliográfica na busca do conhecimento. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 10, n. 1, p. 53-66, jul./dez. 2012. DOI: https://doi.org/10.20396/rdbci.v10i1.1896

PRAKASH, G. Postcolonial criticism and indian Historiography. Sience as culture, n. 13, p. 8-19, 1991. DOI: https://doi.org/10.2307/466216

QUIJANO, A. Colonialidad del poder y clasificación social. In: CASTRO-GÓMEZ, S.; GROSFOGUEL, R. (org.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; Universidad Central, Instituto de Estudios Sociales Contemporáneos y Pontificia Universidad Javeriana, Instituto Pensar, 2007. p. 93-126.

SAID, E. Orientalismo. Tradução: Tomás Rosa. São Paulo: Cia das Letras, 1990.

SANTOS, B. de S. Um discurso sobre as ciências. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2008.

SARTRE, J. P. Prefácio. In: FANON, F. Os condenados da terra. Tradução: José Laurêncio de Melo. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. p. 3-21.

SCOTT, J. (org.). Sociologia: conceitos-chave. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

SHIVA, V. Monoculturas da Mente: perspectiva da biodiversidade e da biotecnologia. São Paulo: Gaia, 2003.

SPIVAK, G. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: UFMG, 2010.

WALSH, C. (org.). Pedagogias decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re) existir y (re) vivir. Tomo I. Serie Pensamiento Decolonial. Quito: Abya Yala, 2013.

Published

2019-06-10

How to Cite

LOUREIRO, Camila Wolpato; PEREIRA, Thiago Ingrassia. Seria possível uma epistemologia freiriana decolonial? Da “Cultura do Silêncio” ao “Dizer a Sua Palavra”. Roteiro, [S. l.], v. 44, n. 3, p. 1–18, 2019. DOI: 10.18593/r.v44i3.17527. Disponível em: https://periodicos.unoesc.edu.br/roteiro/article/view/17527. Acesso em: 3 may. 2026.

Issue

Section

Artigos de demanda contínua