A liberdade de expressão e as restrições à propaganda eleitoral paga na mídia impressa versus as mídias sociais digitais: um estudo da ADI 6281

Autor/innen

DOI:

https://doi.org/10.18593/ejjl.35508

Schlagworte:

Liberdade de expressão, Liberdade de imprensa, Mídias sociais, Propaganda eleitoral paga, Restrições

Abstract

Objetiva-se examinar a Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 6281, que versou sobre a liberdade de expressão e as restrições espacial, temporal e quantitativa da propaganda eleitoral paga em veículos de comunicação impressa e na Internet. A questão jurídica de fundo é a isonomia dos postulantes na disputa eleitoral ante o binômio direito à informação/liberdade de expressão. O problema de pesquisa é: quais as premissas e/ou os argumentos desenvolvidos na ADI 6281 sobre as restrições à propaganda eleitoral paga como manifestação da liberdade de expressão? Adotou-se uma metódica reconstrutiva dos principais argumentos suscitados na ADI 6281. A partir dos argumentos da peça inicial proposta pela Associação Nacional dos Jornais, realizou-se o cotejo com as razões de direito que fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal. As principais conclusões dos votos da maioria do Tribunal Pleno indicam que tais restrições não comprometem a liberdade de expressão dos candidatos nem a liberdade de imprensa, pois a propaganda eleitoral é vista como um produto comercializável, não como atividade jornalística. Além disso, as restrições promovem a pluralidade e igualdade nos anúncios, contribuindo para a diversidade político-partidária e devem ser baseadas em princípios de direito público para o fortalecimento da democracia, sem se submeter aos interesses comerciais privados.

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Autor/innen-Biografien

Marco Aurélio Rodrigues da Cunha e Cruz, UNOESC

Doutor em Direito Constitucional pela Universidad de Sevilla. Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direitos Fundamentais da Universidade do Oeste de Santa Catarina.

Jose Luis Bolzan de Morais, FDV | ATITUS

Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (1984), mestrado em Ciências Jurídicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1989), doutorado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (1995), com estágio "sanduíche" na Universidade de Montpellier I - França e Pós-Doutoramento junto à Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi professor da pós-graduação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1997-2018). Atualmente é professor do PPGDireito da Faculdade de Direito de Vitória- FDV, e da ATITUS. Procurador do Estado do Estado do Rio Grande do Sul aposentado. Advogado - Bolzan e Bussinguer Advocacia. Membro do conselho consultivo do Instituto de Hermenêutica Jurídica, Consultor ad hoc da CAPES, CNPQ, FAPERGS, FAPESC, FAPEMIG e Università degli studi di Roma Tre. Professor convidado da pós-graduação - Universita de Firenze, Universita Roma I, Universidad de Sevilla e Universidade de Coimbra. Coordenador do Grupo de Pesquisa Estado Constituição (CNPq) (GEPEC) e da Rede de Pesquisa Estado Constituição (REPEC). Criador e coordenador do Cyber Leviathan - Observatório do Mundo em Rede. Coordenador da REDITECH - Rede de Grupos de Pesquisa em Direito e Tecnologia.Coordenador do Observatório da Democracia Digital-FDV. Pesquisador PQ/CNPq, nível I-D, com foco em Direito e Tecnologia. Foi membro do Grupo de Especialistas para a Reforma da legislação de migrações do MJ/SNJ. Membro da CNEJ/CFOAB (2013/2015) e Vice-Presidente Acadêmico da Comissão de Mediação e Práticas Restaurativas da OAB/RS, até 2018. Coordenou Missão de Observação Eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral, para as eleições presidenciais de 2022. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Teoria do Estado e Direito Constitucional, atuando principalmente nos seguintes temas: constituição, estado, direito, jurisdição, direitos humanos e impactos da revolução tecnológica nas instituições jurídico-políticas. E experiência administrativa acadêmica como diretor de curso de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado), bem como de gestão universitária. ORCID 0000-0002-0959-0954

Adriana Martins Ferreira Festugatto, Unoesc

Doutoranda em Direito pela UNOESC, com bolsa de pesquisa pela FAPESC, é também Mestre em Direitos Fundamentais pela mesma instituição. Integra o quadro de servidores do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina. Participa, ainda, do GeP Proteção das Liberdades na Sociedade do Controle (linha direitos humanos, novas tecnologias e privacidade), e do GeP/TSE, na linha Democracia em redes. É membra da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político e atua como editora adjunta na revista Resenha Eleitoral.

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Veröffentlicht

2024-12-11

Zitationsvorschlag

Cunha e Cruz, M. A. R. da, Bolzan de Morais, J. L., & Festugatto, A. M. F. (2024). A liberdade de expressão e as restrições à propaganda eleitoral paga na mídia impressa versus as mídias sociais digitais: um estudo da ADI 6281. Espaço Jurídico Journal of Law [EJJL], 25(1), 167–194. https://doi.org/10.18593/ejjl.35508