ESTUDO SOBRE OS RISCOS DO DESCARTE INADEQUADO DE MEDICAMENTOS CONTRACEPTIVOS

Autores

  • Jackeline Campos Oliveira UNOESC-Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Walisson de Jesus de Lima UNOESC-Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Elisangela Bini Dorigon UNOESC

Resumo

Introdução: Diante do avanço técnológico e populacional, vem o avanço da degradação da natureza, principalmente com os descartes incorretos de medicamentos, entre eles os anticoncepcionais, que quando descartados incorretamente, como por exemplo nos vasos sanitários, podem trazer diversos problemas: como chegar em rios e mares ou ir para Estações de Tratamento de Esgoto, ou encaminhado para a Estação de Tratamento de Água (ETA), chegando ao abastecimento público. Vale salientar que as ETAs não conseguem remover os hormônios presentes na água, acarretando em complicações para o consumo humano, como desequílibrio no sistema endócrino, no sistema reprodutor. Em Santa Catarina existe a Lei nº 18336 de 06/01/2022 que dispõe sobre a logística reversa de medicamentos, para o fim de definir as responsabilidades na destinação dos medicamentos, de uso humano e veterinário, não utilizados, com prazo de validade vencido ou impróprios para consumo, descartados pelo consumidor, no âmbito do Estado. Objetivo: Verificar a presença de pílulas anticoncepcionais, descartadas incorretamente pela população estudada. Método: A pesquisa foi realizada no mês de agosto de 2022, onde a primeira etapa foi determinar pontos de coleta, onde as pessoas trouxeram os medicamentos vencidos ou em desuso que tinham em casa. Foram coletados medicamentos de municipios do oeste catarinense. Logo após os acadêmicos dos cursos de enfermagem e farmácia reuniram-se para a separação destes medicamentos por suas classes, retirando os comprimidos do blíster e identificando quando eram contraceptivos/ anticoncepcionais ou partes recicláveis, já a terceira etapa foi de realizar a contagem de quantidade de medicamentos contraceptivos coletados e seus grupos: orais ou injetáveis. Resultados: Os dados obtidos através da coleta, foram de 50 injetáveis composto por ampola e agulha e 127 cartela de comprimidos, visto que destes comprimidos, 67 estavam lacrados na caixa. Atenta-se ao uso descompensado e irresponsável de medicação pois muitas não tinham sido usadas e estavam vencidas. Ao todo, os contraceptivos pesados deram aproximadamente 1000 gramas, que poderiam ser descartados através do esgoto, contaminarndo até 450 mil litros de água. Através destes resultados, discute-se a importância de criar programas de conscientização, visando o uso descompensado de medicação para a população. Conclusão: Após serem liberados nos sistemas de esgoto os medicamentos são diluidos na água tornando quase impossivel retirar os resíduos químicos e uma vez descartados em lixo comum os mesmos irão para os aterros comprometendo a qualidade do solo e podem alcançar níveis freaticos poluindo os reservatórios de água submersos ao solo sem falar da contaminação de pessoas que manipulam e tem contato, como as que fazem reciclagem correndo grande risco de se contaminarem ou até mesmo ingerir, trazendo grandes danos a saúde do indivíduo. Os impactos são graves e precisam ser debatidos com seriedade principalmente no poder público buscando estratégias de logistica reversa por exemplo que é quando o produto retorna para o fabricante. É de grande importância também que a população tenha consciência dos agravos e tenham a responsabilidade de levar os medicamentos vencidos ou em desuso nas farmácias, unidades de saúde ou hospitais para o descarte correto.

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Biografia do Autor

Elisangela Bini Dorigon, UNOESC

Biológa, especialista em fitossanidade, e em botânica; Mestre em Ciências da Saúde Humana.

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Publicado

10-11-2022

Como Citar

Campos Oliveira, J., de Jesus de Lima, W., & Dorigon, E. B. (2022). ESTUDO SOBRE OS RISCOS DO DESCARTE INADEQUADO DE MEDICAMENTOS CONTRACEPTIVOS. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão, e31611. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/31611

Edição

Seção

Xanxerê - Pesquisa