PREVALÊNCIA DE SUBDIAGNÓSTICO ENTRE USUÁRIOS DE APAES DO MEIO OESTE DE SANTA CATARINA

Autores

  • Larissa Gonzatto Silveira UNOESC
  • Gabriela Tillmann UNOESC
  • Anderson Lucas Holanda Montenegro UNOESC
  • Luana Marmitt UNOESC
  • Marcos Cordeiro

Resumo

Introdução: A Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (APAE) desempenha
na sociedade brasileira um papel primordial no tratamento de portadores de
deficiência, por meio de uma equipe multidisciplinar que trabalha de maneira
orgânica para sustentar a atenção integral à pessoa com deficiência física e
mental. Corrobora-se que existem dados demonstrando que, por uma série de
fatores, o diagnóstico etiológico muitas vezes não é determinado em alunos da
APAE. Isto dificulta tanto a prevenção quanto o tratamento, dado que conhecer as
causas de um determinado transtorno ou deficiência pode ajudar a determinar as
abordagens mais pertinentes. Objetivo: Realizar um levantamento epidemiológico
sobre a prevalência de alunos sem diagnóstico etiológico em APAEs do Oeste de
Santa Catarina. Método: Foram coletados 204 prontuários de alunos atualmente
matriculados em oito APAEs do Meio-Oeste Catarinense (Abdon Batista, Campos
Novos, Capinzal, Celso Ramos e Vargem). Esses prontuários foram digitalizados e
submetidos à dupla digitação utilizando um formulário do Google Forms.
Associações entre a sede da APAE e a prevalência de subdiagnóstico foram
analisadas pelo teste qui-quadrado, tendo sido adotado um nível de significância
de 5% (p < 0,05). Este Projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)
sob o parecer nº 4.431.017. Resultados: Os alunos tinham idade entre 1 e 81 anos
(26,65±20,57). Desses, 57,35% não tinham diagnóstico etiológico, com diferenças
estatisticamente significantes por sede da APAE (p = 0,021). Vargem apresentou o
número mais elevado de subdiagnósticos, com 70,97% dos alunos sem diagnóstico
etiológico, seguida por Celso Ramos (66,97%), Campos Novos (63,89%) e Abdon
Batista (62,79%). Apesar do número ainda ser expressivo, a sede de Capinzal foi a
única com menos da metade dos alunos sem diagnóstico etiológico (41,43%).
Conclusão: Dado o exposto, verifica-se que há uma alta prevalência de
subdiagnósticos, salientando a importância de identificar problemas no sistema
vigente para garantir tratamentos melhor direcionados e a redução na incidência
de causas evitáveis.

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Publicado

10-11-2022

Como Citar

Gonzatto Silveira, L., Tillmann, G., Montenegro, A. L. H., Marmitt, L., & Cordeiro, M. (2022). PREVALÊNCIA DE SUBDIAGNÓSTICO ENTRE USUÁRIOS DE APAES DO MEIO OESTE DE SANTA CATARINA. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão, e31062. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/31062

Edição

Seção

Joaçaba - Pesquisa