Utilização de cardiotocógrafo digital domiciliar wireless autoaplicado em gestantes de risco para parto prematuro

Autores

  • Jolline Lind Universidade Positivo
  • Marcelo de Paula Loureiro Universidade Positivo https://orcid.org/0000-0001-9044-4534
  • Jaime Luis Lopes Rocha Pontifícia Universidade Católica do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.18593/evid.34488

Palavras-chave:

Cardiotocografia, Monitorização Fetal, Prematuridade, Triagem

Resumo

Atualmente não existe consenso sobre a efetividade da monitorização domiciliar da frequência cardíaca fetal e contrações uterinas por meio de cardiotocografia autoaplicada em gestantes de risco para o parto prematuro, tal método é motivo de controvérsia, sendo necessárias pesquisas adicionais a fim de demonstrar seu real valor. Desta forma, objetivou-se avaliar a associação entre alterações na cardiotocografia digital móvel domiciliar wireless autoaplicada e o parto prematuro. Entre agosto de 2021 e julho de 2022, 75 gestantes com pelo menos um fator de risco para o parto prematuro foram submetidas à monitorização externa das contrações uterinas e frequência cardíaca fetal, a partir da 28ª semana até o parto, diariamente, durante 20 minutos, por meio de um cardiotocógrafo digital domiciliar wireless autoaplicado. O teste foi considerado positivo quando apresentou um resultado suspeito ou anormal pela Escala de Fischer. A incidência de partos prematuros foi de 16%. O método revelou uma sensibilidade de 81,82%, um valor negativo de 93,55% e uma AUC de 73,7%. Conclui-se que o teste negativo está associado a um baixo risco de nascimento prematuro. Contudo, diante de um teste positivo, torna-se necessária a associação com outros marcadores de parto prematuro para melhor identificar pacientes com risco elevado.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jaime Luis Lopes Rocha, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Médico formado em 1999 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Títulos de especialista e residências Médicas em Clínica Médica e Infectologia e pela International Society of Travel Medicine (CTH - ISTM). Cooperado da Unimed Curitiba desde 2003 onde já atuou no Conselho Fiscal e foi membro do Conselho de Administração da Unimed Curitiba entre 2014 e 2022 (Atividades principalmente junto a TI, Medicina Baseada em Evidências e Pesquisas em Farmacoeconomia). Foi Diretor de Prevenção e Promoção a Saúde da Unimed Curitiba entre 2018 e 2022. Idealização e implantação do novo Laboratório da Unimed Curitiba. Trabalhou por mais de 10 anos na DASA como infectologista do laboratório Frischmann Aisengart. Integrou duas diretorias da Sociedade Brasileira de Infectologia SBI (2010 a 2014), atualmente sendo membro atuante de Comitês Científicos. Sócio fundador da Sociedade Brasileira de Medicina de Viagem e do IBRAVS (Instituto Brasileiro de Valor em Saúde). Professor substituto de Infectolgoia na UFPR entre 2003 e 2008. Foi editor associado do Brazilian Journal of Infectious Diseases. Doutorado (PhD) em Ciências da Saúde em 2022 com o tema sobrevida e custos de COVID em pacientes internados

Referências

Alberton, M., Rosa, V. M., & Iser, B. P. M.. (2023). Prevalence and temporal trend of prematurity in Brazil before and during the COVID-19 pandemic: a historical time series analysis, 2011-2021. Epidemiologia E Serviços De Saúde, 32(2), e2022603. https://doi.org/10.1590/S2237-96222023000200005 DOI: https://doi.org/10.1590/s2237-96222023000200005

Been, J. V., Burgos Ochoa, L., Bertens, L. C. M., Schoenmakers, S., Steegers, E. A. P., & Reiss, I. K. M. (2020). Impact of COVID-19 mitigation measures on the incidence of preterm birth: a national quasi-experimental study. The Lancet. Public health, 5(11), e604–e611. https://doi.org/10.1016/S2468-2667(20)30223-1 DOI: https://doi.org/10.1016/S2468-2667(20)30223-1

Bittar, R. E., Yamasaki, A. A., Sasaki, S., & Zugaib, M. (1996). Cervical fetal fibronectin in patients at increased risk for preterm delivery. American journal of obstetrics and gynecology, 175(1), 178–181. https://doi.org/10.1016/s0002-9378(96)70271-5 DOI: https://doi.org/10.1016/S0002-9378(96)70271-5

Blencowe, H., Cousens, S., Oestergaard, M. Z., Chou, D., Moller, A. B., Narwal, R., Adler, A., Vera Garcia, C., Rohde, S., Say, L., & Lawn, J. E. (2012). National, regional, and worldwide estimates of preterm birth rates in the year 2010 with time trends since 1990 for selected countries: a systematic analysis and implications. Lancet (London, England), 379(9832), 2162–2172. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(12)60820-4 DOI: https://doi.org/10.1016/S0140-6736(12)60820-4

Blondel B, Bréart G, Berthoux Y, Berland M, Mellier G, Rudigoz RC, Thoulon JM. (1992) Home uterine activity monitoring in France: a randomized, controlled trial American Journal of Obstetrics and Gynecology,167(2):424-9. doi: 10.1016/S0002-9378(11)91423-9 DOI: https://doi.org/10.1016/S0002-9378(11)91423-9

Brown HL, Britton KA, Brizendine EJ, Hiett AK, Ingram D, Turnquest MA, Golichowski AM, Abernathy MP. (1999). A randomized comparison of home uterine activity monitoring in the outpatient management of women treated for preterm labor. American Journal of Obstetrics and Gynecology,180(4):798-805. doi: 10.1016/S0002-9378(99)70650-2 DOI: https://doi.org/10.1016/S0002-9378(99)70650-2

Centenaro, MHZ. (2020). Estudo piloto de não-inferioridade de um cardiotocógrafo digital móvel associado a uma prova de função de um sistema de monitoramento obstétrico remoto. Curitiba: Universidade Positivo.

Chawanpaiboon, S., Vogel, J. P., Moller, A. B., Lumbiganon, P., Petzold, M., Hogan, D., Landoulsi, S., Jampathong, N., Kongwattanakul, K., Laopaiboon, M., Lewis, C., Rattanakanokchai, S., Teng, D. N., Thinkhamrop, J., Watananirun, K., Zhang, J., Zhou, W., & Gülmezoglu, A. M. (2019). Global, regional, and national estimates of levels of preterm birth in 2014: a systematic review and modelling analysis. The Lancet. Global health, 7(1), e37–e46. https://doi.org/10.1016/S2214-109X(18)30451-0 DOI: https://doi.org/10.1016/S2214-109X(18)30451-0

Corwin MJ, Mou SM, Sunderji SG, Gall S, How H, Patel V, Gray M. (1998). Multicenter randomized clinical trial of home uterine activity monitoring: pregnancy outcomes for all women randomized. American Journal of Obstetrics and Gynecology, 175(5):1281-5. doi: 10.1016/S0002-9378(96)70041-8 DOI: https://doi.org/10.1016/S0002-9378(96)70041-8

Dyson DC, Danbe KH, Bamber JA, Crites YM, Field DR, Maier JA, Newman LA, Ray DA, Walton DL, Armstrong MA. (1998). Monitoring women at risk for preterm labor. The New England Journal of Medicine, 338(1):15-9. doi: 10.1056/NEJM199801013380103 DOI: https://doi.org/10.1056/NEJM199801013380103

Fonseca ESBD, Bittar RE, Marcelo Z. (1999). Prevenção do nascimento prematuro: importância da monitorização das contrações uterinas. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 21, 509-515. doi: 10.1590/S0100-72031999000900003 DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-72031999000900003

Iams JD. (1995). Current status of home uterine activity monitoring. Clinical Obstetrics and Gynecology, 38:771-9. DOI: https://doi.org/10.1097/00003081-199538040-00011

Iams JD. (1998). Prediction of preterm birth with ambulatory measurement of uterine contration frequency. American Journal of Obstetrics and Gynecology, 178: 2S.

Júnior MDC, Fonseca ESVB, Calisto AC, Evangelista AA. (2013). Predição e prevenção do parto pré-termo espontâneo. Revista Médica de Minas Gerais, 23, 330-5. doi: 10.5935/2238-3182.20130052 DOI: https://doi.org/10.5935/2238-3182.20130052

Luo Y, Zhou Q, Luo W. (2016). A brief review of biomedical sensors and robotics sensors. American Journal of Engineering Research,3;191-194.

Mattioni, A. C., Wurzel, P. M., & Evald, P. J. D. de O. (2020). Sensores químicos e físicos: uma revisão voltada à engenharia biomédica e suas aplicações. Disciplinarum Scientia | Naturais E Tecnológicas, 21(2), 1–15. https://doi.org/10.37779/nt.v21i2.3433 DOI: https://doi.org/10.37779/nt.v21i2.3433

Oliveira CADE, Sá RAMDE. Cardiotocografia Anteparto. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2018.

Pinto, F., Fernandes, E., Virella, D., Abrantes, A. & Neto, M. T. (2019). Born Preterm: A Public Health Issue. Port J Public Health, 37:38–49. 10.1159/000497249 DOI: https://doi.org/10.1159/000497249

Tuon, R. A., Ambrosano, G. M. B., Silva, S. M. C. V. e ., & Pereira, A. C.. (2016). Impacto do monitoramento telefônico de gestantes na prevalência da prematuridade e análise dos fatores de risco associados em Piracicaba, São Paulo, Brasil. Cadernos De Saúde Pública, 32(7), e00107014. https://doi.org/10.1590/0102-311X00107014 DOI: https://doi.org/10.1590/0102-311X00107014

Wachholz, V. A., Costa, M. G., Kerber, N. P. da C., Gonçalves, C. V., Ramos, D. V., & Sena, F. G. (2016). Relação entre a qualidade da assistência pré-natal e a prematuridade: Uma revisão integrativa. Revista Brasileira De Educação E Saúde, 6(2), 01–07. https://doi.org/10.18378/rebes.v6i2.3542 DOI: https://doi.org/10.18378/rebes.v6i2.3542

Downloads

Publicado

20-12-2024

Como Citar

Lind, J., Loureiro, M. de P., & Rocha, J. L. L. (2024). Utilização de cardiotocógrafo digital domiciliar wireless autoaplicado em gestantes de risco para parto prematuro. Evidência, 24, e3448. https://doi.org/10.18593/evid.34488

Edição

Seção

Saúde