Utilização de cardiotocógrafo digital domiciliar wireless autoaplicado em gestantes de risco para parto prematuro
DOI:
https://doi.org/10.18593/evid.34488Palavras-chave:
Cardiotocografia, Monitorização Fetal, Prematuridade, TriagemResumo
Atualmente não existe consenso sobre a efetividade da monitorização domiciliar da frequência cardíaca fetal e contrações uterinas por meio de cardiotocografia autoaplicada em gestantes de risco para o parto prematuro, tal método é motivo de controvérsia, sendo necessárias pesquisas adicionais a fim de demonstrar seu real valor. Desta forma, objetivou-se avaliar a associação entre alterações na cardiotocografia digital móvel domiciliar wireless autoaplicada e o parto prematuro. Entre agosto de 2021 e julho de 2022, 75 gestantes com pelo menos um fator de risco para o parto prematuro foram submetidas à monitorização externa das contrações uterinas e frequência cardíaca fetal, a partir da 28ª semana até o parto, diariamente, durante 20 minutos, por meio de um cardiotocógrafo digital domiciliar wireless autoaplicado. O teste foi considerado positivo quando apresentou um resultado suspeito ou anormal pela Escala de Fischer. A incidência de partos prematuros foi de 16%. O método revelou uma sensibilidade de 81,82%, um valor negativo de 93,55% e uma AUC de 73,7%. Conclui-se que o teste negativo está associado a um baixo risco de nascimento prematuro. Contudo, diante de um teste positivo, torna-se necessária a associação com outros marcadores de parto prematuro para melhor identificar pacientes com risco elevado.
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