A VIOLÊNCIA COMO ESTÉTICA: ANÁLISE DA CONSTRUÇÃO VISUAL E NARRATIVA NOS FILMES DE QUENTIN TARANTINO
Resumo
Introdução: Atualmente, estamos acostumados a cenas de violência no cinema, já se tornaram comuns e até
atrativas para muitas pessoas, e não paramos para analisá-las como um todo. Quentin Tarantino é um renomado
diretor, famoso por suas cenas de violência. O diretor não utiliza a violência em seus filmes apenas para impactar o
espectador, mas também como uma linguagem cinematográfica, usando a violência como ferramenta de
construção visual e narrativa em suas obras. Objetivo: Nesse sentido, a pesquisa busca analisar como a violência é
utilizada como recurso estético na construção visual e narrativa dos filmes do diretor Quentin Tarantino, explorando
as técnicas visuais e narrativas empregadas para construir uma identidade única em suas obras. Método: Trata-se
de um estudo de natureza bibliográfica, descritiva e de análise qualitativa fílmica, onde foi analisado sequências
de três filmes do diretor, o primeiro de sua carreira Cães de Aluguel (1992), o considerado mais sangrento de sua
carreira Kill Bill vol.1 (2003), e um de seus roteiros premiados no Oscar Django Livre (2012). Resultados: Ao analisar o
uso de elementos como fotografia, iluminação, cores e montagem nas obras cinematográficas de Quentin
Tarantino a partir do exame técnico e estético de sequências específicas de seus filmes delimitados nessa pesquisa,
foi contemplado como o uso desses recursos em seus filmes, constroem a estética tarantinesca, criando atmosferas
singulares e reforçam a linguagem autoral do diretor, fazendo da violência sua assinatura. Conclusão: Conclui-se
que Tarantino constrói sua linguagem autoral a partir de um uso deliberado da violência como elemento visual,
narrativo e emocional. Sua abordagem, marcada pelas referências cinematográficas que ele coloca em sua
própria obra, e pela ironia, transforma a violência em uma linguagem estética própria, ora espetáculo, ora
comentário crítico, ora provocação sensorial. Essa complexidade permite ao espectador experimentar a violência
não apenas como narrativa, mas como forma.
