GESTÃO DE CAPITAL DE GIRO EM MICRO E PEQUENAS EMPRESAS: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS.
Resumo
Introdução: A gestão do capital de giro torna-se um elemento vital para a sobrevivência e o crescimento das micro e pequenas empresas. Embora essas empresas desempenhem um papel significativo na geração de emprego e renda, sua elevada taxa de mortalidade está diretamente ligada à má utiliza dos recursos financeiros. Objetivo: O objetivo geral deste trabalho é identificar as principais fontes de capital de giro e compreender como ocorre o fluxo desses recursos, então, apontar os fatores que geram a necessidade desse capital nas empresas, examinando os principais problemas enfrentados por sua gestão. Método: Este estudo foi desenvolvido a partir de uma revisão bibliográfica e da análise do estudo de caso conduzido por Trindade et al. (2010). Onde realizou-se um levantamento teórico sobre os conceitos e a importância do capital de giro, bem como os principais fatores que impactam a rentabilidade nesse segmento. Em seguida, foi delineado o perfil das empresas, para identificar as fontes de capital de giro, compreender o fluxo desses recursos e apontar os principais fatores que geram a necessidade de financiamento. Resultados: Verificou-se que as MPEs enfrentam dificuldades na manutenção do fluxo de caixa, especialmente em razão da inadimplência e do descompasso entre prazos de pagamento e recebimento. As principais fontes de capital de giro identificadas foram recursos próprios e crédito de curto prazo, o que eleva os custos financeiros. Observou-se baixa estruturação da gestão financeira, concentrada no proprietário e sem controles adequados de estoques e contas a receber. Por outro lado, constatou-se que a adoção de práticas de planejamento, com maior integração entre produção, vendas e cobrança, contribui para reduzir a dependência de financiamento externo. Conclusão: A análise realizada confirma que a gestão do capital de giro é um fator determinante para a sobrevivência e o crescimento. A falta de controles adequados, aliada à centralização das decisões no proprietário, aumenta a vulnerabilidade dessas organizações. O estudo evidenciou que a dependência de recursos próprios e de crédito eleva os custos financeiros e compromete a liquidez, tornando imprescindível a adoção de práticas gerenciais mais estruturadas. Nesse sentido, medidas como planejamento financeiro, controle eficiente de estoques e contas a receber, e integração entre as áreas internas da empresa se mostram essenciais para reduzir riscos e garantir a continuidade das operações. Portanto, a gestão eficiente do capital de giro não é apenas uma boa prática, mas uma condição indispensável para a sustentabilidade e competitividade das micro e pequenas empresas no cenário econômico atual.
