DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO OSTEOSSARCOMA CANINO - RELATO DE CASO

Autores

  • Roberta Rossoni Unoesc
  • Daiana de Brazil Unoesc
  • Andressa Hiromi Sagae Unoesc
  • Elidiane Rusch Unoesc
  • Rafael Luan Perin Unoesc
  • Edmilson Rodrigo Daneze Unoesc

Resumo

Introdução: O osteossarcoma é a neoplasia óssea maligna primária mais comum em cães, caracterizando-se por

comportamento agressivo, crescimento rápido e alto potencial metastático, principalmente para pulmões. Afeta

com maior frequência cães de raças grandes, de meia-idade a idosos, localizando-se preferencialmente em ossos

longos. Apesar de sua prevalência em animais mais velhos, casos em cães jovens também podem ocorrer,

representando desafio diagnóstico. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi descrever um caso clínico de

osteossarcoma em cão jovem atendido na CLINIVET/UNOESC, em São Miguel do Oeste-SC, destacando a

importância do diagnóstico precoce, exames complementares e da abordagem terapêutica adequada. Método:

Foi atendido um canino, SRD, macho, dois anos de idade, pesando 33,1 kg, apresentando aumento progressivo de

volume em região de rádio e ulna distal do membro torácico esquerdo, com acometimento da articulação carpal.

A responsável relatou evolução clínica de aproximadamente 30 dias, tendo recebido tratamento inicial como

possível lesão por aracnídeo, porém sem melhora. No exame físico, observou-se escore corporal reduzido (2/5) e

massa firme, ulcerada e dolorosa, medindo cerca de 15 cm de diâmetro. Diante do quadro, foram solicitados

exames complementares, incluindo hemograma, radiografias do membro acometido e do tórax. Para realização

da citologia aspirativa, o paciente foi submetido a protocolo anestésico com metadona (0,2 mg/kg, IM) e

dexmedetomidina (5 µg/kg, IM) como pré-anestésicos, indução com propofol (4 mg/kg, IV) e analgesia com

cetamina (0,1 mg/kg, SC), mantendo estabilidade durante o procedimento. Resultados: procedimento. Resultados:

O hemograma não apresentou alterações significativas. As radiografias do membro evidenciaram alterações

sugestivas de neoplasia óssea, sendo considerados como diagnósticos diferenciais osteomielite e fratura

patológica. A citologia aspirativa confirmou diagnóstico de osteossarcoma, e as radiografias torácicas não

evidenciaram metástases pulmonares. Diante do diagnóstico, recomendou-se amputação do membro acometido,

sendo instituída terapia paliativa até a realização da cirurgia. Para manejo domiciliar, prescreveu-se gabapentina

(10 mg/kg, BID), firocoxibe (5 mg/kg, SID) e proteção da ferida com bandagem. O responsável foi orientado quanto

à gravidade da doença, à importância da intervenção cirúrgica e à possibilidade de associação futura com

quimioterapia, visando melhor controle da progressão tumoral e qualidade de vida ao paciente. Conclusão:

Embora o osteossarcoma seja mais comum em cães de meia-idade e idosos de grande porte, também pode

acometer jovens. Ressalta-se a importância da associação entre exame clínico, exames de imagem e citologia

para o diagnóstico. Apesar da amputação ser considerada o tratamento de escolha em casos localizados, o

prognóstico permanece reservado, dada a natureza agressiva do tumor.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Rossoni, R., Brazil, D. de, Sagae, A. H., Rusch, E., Perin, R. L., & Daneze, E. R. (2025). DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO OSTEOSSARCOMA CANINO - RELATO DE CASO. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e38388. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/38388

Edição

Seção

Campus São Miguel do Oeste