DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO OSTEOSSARCOMA CANINO - RELATO DE CASO
Resumo
Introdução: O osteossarcoma é a neoplasia óssea maligna primária mais comum em cães, caracterizando-se por
comportamento agressivo, crescimento rápido e alto potencial metastático, principalmente para pulmões. Afeta
com maior frequência cães de raças grandes, de meia-idade a idosos, localizando-se preferencialmente em ossos
longos. Apesar de sua prevalência em animais mais velhos, casos em cães jovens também podem ocorrer,
representando desafio diagnóstico. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi descrever um caso clínico de
osteossarcoma em cão jovem atendido na CLINIVET/UNOESC, em São Miguel do Oeste-SC, destacando a
importância do diagnóstico precoce, exames complementares e da abordagem terapêutica adequada. Método:
Foi atendido um canino, SRD, macho, dois anos de idade, pesando 33,1 kg, apresentando aumento progressivo de
volume em região de rádio e ulna distal do membro torácico esquerdo, com acometimento da articulação carpal.
A responsável relatou evolução clínica de aproximadamente 30 dias, tendo recebido tratamento inicial como
possível lesão por aracnídeo, porém sem melhora. No exame físico, observou-se escore corporal reduzido (2/5) e
massa firme, ulcerada e dolorosa, medindo cerca de 15 cm de diâmetro. Diante do quadro, foram solicitados
exames complementares, incluindo hemograma, radiografias do membro acometido e do tórax. Para realização
da citologia aspirativa, o paciente foi submetido a protocolo anestésico com metadona (0,2 mg/kg, IM) e
dexmedetomidina (5 µg/kg, IM) como pré-anestésicos, indução com propofol (4 mg/kg, IV) e analgesia com
cetamina (0,1 mg/kg, SC), mantendo estabilidade durante o procedimento. Resultados: procedimento. Resultados:
O hemograma não apresentou alterações significativas. As radiografias do membro evidenciaram alterações
sugestivas de neoplasia óssea, sendo considerados como diagnósticos diferenciais osteomielite e fratura
patológica. A citologia aspirativa confirmou diagnóstico de osteossarcoma, e as radiografias torácicas não
evidenciaram metástases pulmonares. Diante do diagnóstico, recomendou-se amputação do membro acometido,
sendo instituída terapia paliativa até a realização da cirurgia. Para manejo domiciliar, prescreveu-se gabapentina
(10 mg/kg, BID), firocoxibe (5 mg/kg, SID) e proteção da ferida com bandagem. O responsável foi orientado quanto
à gravidade da doença, à importância da intervenção cirúrgica e à possibilidade de associação futura com
quimioterapia, visando melhor controle da progressão tumoral e qualidade de vida ao paciente. Conclusão:
Embora o osteossarcoma seja mais comum em cães de meia-idade e idosos de grande porte, também pode
acometer jovens. Ressalta-se a importância da associação entre exame clínico, exames de imagem e citologia
para o diagnóstico. Apesar da amputação ser considerada o tratamento de escolha em casos localizados, o
prognóstico permanece reservado, dada a natureza agressiva do tumor.
