ANÁLISE DO NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DOS ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE DA UNOESC - XANXERÊ
Resumo
Introdução: O período universitário representa uma fase de intensas transformações pessoais, acadêmicas e sociais, que podem impactar diretamente a saúde física e mental dos estudantes. Entre os principais desafios estão a pressão acadêmica, fatores financeiros e emocionais, além do risco de adoção de hábitos sedentários. A atividade física tem papel essencial na promoção da saúde e qualidade de vida, porém ainda há lacunas na literatura sobre o perfil de estudantes de instituições comunitárias do interior. Objetivo: Analisar o nível de atividade física dos acadêmicos dos cursos da área da saúde da Unoesc – Xanxerê, comparando diferenças entre cursos, períodos e sexo. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo transversal com aplicação do IPAQ versão curta (Questionário Internacional de Atividade Física). A amostra foi composta por 127 acadêmicos de cinco cursos da saúde, todos do período noturno. As variáveis incluíram características sociodemográficas, hábitos de vida e autopercepção de saúde. Os dados foram coletados presencialmente em sala de aula, por meio de QR code, e analisados no software SPSS 20.0, utilizando média, desvio padrão, frequências absoluta e relativa. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo feminino (77,16%), com idade predominante entre 17 e 25 anos (90,2%). A média de tempo gasto em atividades físicas foi de 522,79 minutos por semana. Do total, 88,77% foram classificados como fisicamente ativos. O curso de Educação Física apresentou 100% de alunos ativos, seguido por Radiologia (93,8%), Biomedicina (86,4%) e Farmácia (81,0%). O sexo masculino apresentou maior proporção de ativos (95,7%) em relação ao feminino (89,9%). Os períodos mais ativos foram o 1º, 3º, 4º e 7º (todos com 100% de ativos). Quanto à percepção de saúde, os estudantes que a consideraram boa ou muito boa apresentaram níveis mais altos de atividade. Observou-se maior inatividade entre os que relataram doenças osteoarticulares, hipertensão e ansiedade, sendo esta última diagnosticada em 54,3% dos alunos. Conclusão: Constatou-se que a maioria dos acadêmicos da área da saúde da Unoesc – Xanxerê atingiu a recomendação mínima de atividade física semanal. Destaca-se a maior adesão entre homens e estudantes de Educação Física, enquanto cursos como Farmácia apresentaram menor nível de atividade. Reforça-se a importância de manter esses hábitos saudáveis, visto que esses acadêmicos serão futuros profissionais de saúde e modelos para a comunidade. Recomenda-se a realização de novas pesquisas voltadas às atividades físicas de lazer, a fim de aprofundar a compreensão sobre os domínios de prática entre universitários.
