QUANDO O AMOR É RESISTÊNCIA PARA ENFRENTAR O RACISMO: UM ESTUDO DE CASO CLÍNICO NA GESTALT-TERAPIA

Autores

  • Patricia de Souza Fanfa UNOESC - Pinhalzinho
  • Elaine Sousa

Resumo

Introdução: Nesse processo terapêutico conduzido com um casal durante o período de estagio na Clínica Escola,

sob a abordagem da Gestalt-Terapia, um casal buscou atendimento após vivenciar episódios de racismo, foi través

da escuta fenomenológica, acolhimento das emoções e do favorecimento da tomada de consciência, foi possível

ampliar o contato consigo e com o outro. Objetivo: Uma proposta terapêutica com base na criação de um

espaço seguro para que ambos pudessem elaborar suas dores e ressignificar suas vivências como casal, bem como

ampliar a compreensão sobre os desafios das relações amorosas marcadas por sofrimento emocional e exclusão

social. Método: Durante as sessões, ampliou-se a consciência de cada parceiro sobre a forma de se relacionar e

criar espaço para novos ajustes criativos apos sofrem racismo. A escuta ativa e a nomeação das emoções

auxiliaram no resgate da presença e do cuidado mútuo. Focou-se no acolhimento das emoções, auxiliando e

permitindo a elaboração da dor e favorecendo o empoderamento como casal. A escuta clínica é um espaço vivo

de construção mútua, onde a consciência das fronteiras, o respeito às individualidades são fundamentais para criar

novos significados, sustentar a intimidade e promover um encontro verdadeiro com o outro e consigo mesmo

diante do ocorrido. Resultados: Foi possível observar que o casal compartilha as dores do racismo e das

experiências de exclusão, também apresentavam dificuldades em reconhecer o lado afetivo um do outro e

expectativas não comunicadas impediam o diálogo afetivo. A awareness, compreendida como o processo de

tomada de consciência, foi gradualmente favorecida ao longo do acompanhamento e a atuação no campo

relacional possibilitou que esses bloqueios fossem reconhecidos com mais clareza, abrindo espaço para novas

formas de ajustes na relação. Conclusão: A vivência do racismo e os conflitos conjugais, gerou sofrimento

significativo ao casal. O processo terapêutico possibilitou a ampliação da consciência, a expressão emocional e o

fortalecimento do vínculo. A Gestalt-Terapia é uma abordagem potente no acolhimento da dor, na escuta mútua,

empática e transformadora. O acompanhamento do casal sustentou o crescimento mútuo, a expressão de

necessidades e o ajustamento criativo diante dos desafios, o casal caminha rumo a relações mais conscientes e

respeitosas, reafirmando a possibilidade de transformação mesmo em contextos marcados por dor e exclusão.

Palavras-chave: Gestalt-Terapia; Racismo; Relacionamento; Casal; Saúde Mental.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

de Souza Fanfa, P., & Sousa, E. (2025). QUANDO O AMOR É RESISTÊNCIA PARA ENFRENTAR O RACISMO: UM ESTUDO DE CASO CLÍNICO NA GESTALT-TERAPIA. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e38356. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/38356

Edição

Seção

Campus São Miguel do Oeste