AVALIAÇÃO BIOQUÍMICA SÉRICA DE FRANGOS DE CORTE SUBMETIDOS À NEBULIZAÇÃO COM MONOPERSULFATO DE POTÁSSIO
Resumo
Introdução: A utilização de desinfetante por meio de nebulização na avicultura é uma prática amplamente
empregada para diminuir a carga de microrganismos no ar e nas superfícies das instalações, buscando reduzir a
ocorrência de enfermidades, principalmente respiratórias. O monopersulfato de potássio (KHSO5) atua como
agente oxidante, desinfetante e alvejante, sendo empregado na eliminação de microrganismos, na limpeza e na
desinfecção de superfícies, equipamentos e água. Objetivo: Objetivou-se avaliar o perfil bioquímico de frangos de
corte submetidos a aplicação de monopersulfato de potássio via nebulização em aviário comercial. Método:
Foram utilizadas 100 aves da linhagem COBB, distribuídas no primeiro dia de vida em delineamento experimental
inteiramente casualizado, divididas em quatro grupos com 25 animais cada, no qual o grupo I foi designado como
grupo controle (sem adição de desinfetante), enquanto os grupos II, III e IV receberam o aditivo nas concentrações
de 0,5%, 0,2% e 0,1%, respectivamente. O produto utilizado é um desinfetante, composto por Monopersulfato de
potássio (35g) e Excipiente (100g), o qual foi diluído em um litro de água e aplicado com termonebulizador portátil.
As aves com idade de 19 dias foram expostas ao desinfetante durante três dias consecutivos, por
aproximadamente cinco minutos diários. No dia anterior (D-1), dois (D+2) e nove (D+9) dias após a aplicação, foi
coletado três mL de sangue de oito aves cada grupo, e armazenado em tubo sem EDTA, para realização das
provas bioquímicas. Foram analisados os seguintes parâmetros: ácido úrico, proteína total, albumina, fosfatase
alcalina, aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT). As diferenças estatísticas foram
avaliadas pelo teste SNK a 5% de significância no software R. Resultados: No D-1 não houve diferença em nenhum
dos parâmetros mensurados. Nos dias D+2 e D+9 houve aumento na presença sérica de fosfatase alcalina nas aves
que receberam o aditivo quando comparadas ao tratamento controle. No D+2, o grupo III apresentou fosfatase
alcalina estatisticamente maior que os demais protocolos. No entanto, no D+9 essa diferença foi observada no
grupo II que apresentou níveis significativamente maiores da enzima. Não foram observadas diferenças nos demais
elementos avaliados (ácido úrico, proteínas totais, albumina, AST e ALT). Conclusão: Concluímos que a utilização
de KHSO5 via nebulização não causa alterações significativas nos níveis bioquímicos das aves, sendo seguro para
aplicação em frangos de corte sob a ótica dos parâmetros avaliados na presente pesquisa.
