AVALIAÇÃO HEMATOLÓGICA DE FRANGOS DE CORTE SUBMETIDOS À NEBULIZAÇÃO COM MONOPERSULFATO DE POTÁSSIO

Autores

  • RENATO ISMAEL MOTTER UNOESC
  • Geórgia Capelina Cousseau
  • Kaylaine Da Rosa
  • Ana Paula Gonzatti
  • Diego Pavelski Tamanho
  • Tiago Goulart Petrolli

Resumo

Introdução: O controle sanitário em instalações avícolas envolve o uso de desinfetantes, como o monopersulfato de
potássio, composto oxidante eficaz contra agentes patogênicos. A análise sanguínea é fundamental para verificar
a sua segurança em aves. Objetivo: Objetivou-se avaliar os parâmetros hematológicos de frangos de corte
submetidos a termonebulização com monopersulfato de potássio. Método: O experimento foi conduzido no setor
de avicultura da Unoesc Xanxerê, utilizando 100 frangos da linhagem COBB, randomizados no primeiro dia de idade
em delineamento inteiramente casualizado. As aves foram distribuídas em quatro protocolos com 25 animais cada,
divididos conforme percentual de aditivo: I – Sem aditivo (Controle), II – 1:200 (0,5%), III - 1:500 (0,2%) e IV - 1:1000
(0,1%). O produto investigacional contém Monopersulfato de potássio (35g) e Excipiente (100g). Aos 19 dias de
idade, o produto foi solubilizado em água e aplicado via termonebulizador portátil nos grupos II, III e IV, por cinco
minutos em três dias consecutivos, exposição três vezes superior ao recomendado pelo fabricante. No dia anterior
(D-1), dois dias (D+2) e nove dias (D+9) após a aplicação, foram coletadas amostras da veia braquial de oito aves
por protocolo, em tubos com EDTA, para hemograma. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade de
Shapiro-Wilk e à análise de variância; diferenças estatísticas foram avaliadas pelo teste SNK a 5% de significância no
software R. Resultados: Não houve alterações nos parâmetros de hemograma (eritrócitos, hemoglobina,
hematócrito, proteínas totais e leucócitos totais) das aves avaliadas (P>0,05) e o leucograma não diferiu entre os
tratamentos em D-1 (P>0,05). No D+2 observou-se maior contagem de bastonetes, heterófilos, linfócitos, monócitos
e trombócitos no grupo controle em comparação aos grupos tratados (P<0,05), possivelmente pelo efeito
antimicrobiano do desinfetante, que reduziu a carga microbiana e a produção de células de defesa. Com nove
dias de aplicação, o nível de eosinófilos foi maior no grupo controle, em relação aos demais (P<0,05). Conclusão: A
aplicação de monopersulfato de potássio via termonebulização em concentrações superiores às recomendadas se
mostrou segura para aplicação em protocolos de sanitização aviária, sem toxicidade ou impacto imunológico.
Além disso, o aumento das células de defesa nos frangos submetidos ao produto sugere efeitos antimicrobianos
pela menor concentração de patógenos no ambiente.
Palavras-chave: Monopersulfato de potássio; Hemograma; Termonebulização; Frangos de corte; Segurança
sanitária.
Agradecimentos: Núcleo de Ciência e Pesquisa Aplicada a Monogástricos – NUPAM/UNOESC.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

19-11-2025

Como Citar

MOTTER, R. I., Capelina Cousseau, G., Da Rosa, K., Gonzatti, A. P., Pavelski Tamanho, D., & Goulart Petrolli, T. (2025). AVALIAÇÃO HEMATOLÓGICA DE FRANGOS DE CORTE SUBMETIDOS À NEBULIZAÇÃO COM MONOPERSULFATO DE POTÁSSIO. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e38278. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/38278

Edição

Seção

Campus Xanxerê