PROTOCOLO MULTIMODAL NO MANEJO DA OSTEOARTRITE DE JOELHO GRAU II COM SOBREPESO: EFICÁCIA CLÍNICA E MANUTENÇÃO ESTÁVEL DA DOR EM ACOMPANHAMENTO PROLONGADO
Resumo
Introdução: A osteoartrite de joelho é uma condição musculoesquelética crônica, associada à dor persistente, limitação funcional e redução da qualidade de vida. Pacientes com sobrepeso apresentam maior risco de progressão e pior resposta terapêutica, o que exige protocolos multimodais integrados. A avaliação da manutenção da dor em níveis estáveis a longo prazo representa um marco clínico importante, sobretudo em quadros crônicos. Objetivo: Relatar a evolução clínica de uma paciente com osteoartrite de joelho grau II e sobrepeso submetida a protocolo terapêutico multimodal, enfatizando a relevância do acompanhamento prolongado após a alta clínica. Método: Paciente do sexo feminino, com osteoartrite grau II em joelho e sobrepeso, iniciou tratamento com artrocentese para alívio da pressão intra-articular. Foram realizadas sessões de fisioterapia incluindo agulhamento a seco, laser de baixa potência (5 J) e mobilização articular, associadas à técnica de terapia neural. O programa de cinesioterapia consistiu em aquecimento em bicicleta com encosto, seguido de exercícios isométricos de membros inferiores em pé (flexão, extensão, abdução e adução) com resistência elástica. Após adaptação, foram introduzidos exercícios resistidos progressivos para quadríceps, isquiotibiais e glúteos. O controle da progressão seguiu critérios descritos em protocolos prévios: antes de cada sessão, a paciente registrava dor pela Escala Visual Analógica (EVA) e cansaço subjetivo. Sempre que os escores aumentavam em 2 pontos ou mais em relação ao valor basal, os exercícios eram interrompidos ou adaptados, garantindo segurança e evitando exacerbação do quadro doloroso. O acompanhamento clínico foi semanal nas primeiras semanas, quinzenal em seguida e posteriormente mensal. Resultados: A paciente apresentou melhora progressiva, com redução da dor logo após as primeiras intervenções. Durante o seguimento, o gráfico de evolução evidenciou manutenção dos escores de dor entre 0 e 3 ao longo de mais de um ano após a alta clínica, resultado considerado sucesso terapêutico em dor crônica. Houve melhora funcional, maior tolerância às atividades de vida diária e ausência de necessidade de procedimentos adicionais. Conclusão: O protocolo multimodal mostrou-se seguro e eficaz no manejo da osteoartrite de joelho grau II em paciente com sobrepeso. Destaca-se não apenas a redução inicial da dor, mas sua manutenção estável em níveis baixos a longo prazo, reforçando a importância de estratégias terapêuticas integradas e do acompanhamento clínico prolongado em casos crônicos.
Palavras-chave: Osteoartrite de joelho; Dor crônica; Fisioterapia.
Agradecimentos: Os autores agradecem à Vita Clínica da Dor pelo apoio institucional e pela disponibilização de infraestrutura para o desenvolvimento do estudo
