ABORDAGEM CLÍNICA E CIRÚRGICA DE HEMANGIOSSARCOMA ESPLÊNICO CANINO - RELATO DE CASO

Autores

  • Roberta Rossoni Unoesc
  • Andressa Hiromi Sagae Unoesc
  • Julia Luísa Petri
  • Adriano Bernardi

Resumo

Introdução: O hemangiossarcoma é uma neoplasia maligna de origem endotelial, caracterizada por

comportamento agressivo e elevada taxa metastática. Em cães, o baço é um órgão frequentemente acometido,

sendo comum manifestações clínicas inespecíficas, como síncope, hiporexia, dor abdominal e letargia. O

diagnóstico definitivo baseia-se na associação entre exames complementares e análise histopatológica. Objetivo:

O objetivo do presente relato foi descrever um caso de hemangiossarcoma esplênico em um cão idoso, atendido

na Clínica Veterinária SOS dos Bichos, em Maravilha-SC, enfatizando a conduta terapêutica adotada e evolução

clínica. O relato foi autorizado pelo responsável do paciente. Método: Foi atendido um canino Pastor Alemão,

macho, 10 anos de idade, pesando 42 kg, apresentando hipofagia, êmese e episódio de síncope. No exame físico,

observou-se apatia, taquicardia, taquipneia, hipertermia (40 °C) e dor à palpação abdominal, estando os demais

parâmetros dentro da normalidade para a espécie. Foram solicitados exames laboratoriais (hemograma e

bioquímica sérica: ALT, AST, FA, glicemia, colesterol, triglicerídeos e proteínas totais), além de ultrassonografia

abdominal. Diante dos achados, foi indicada esplenectomia. O procedimento cirúrgico foi realizado sob anestesia

geral balanceada, utilizando acepromazina (0,05 mg/kg, IM) e metadona (0,2 mg/kg, IM) como pré-medicação,

propofol (2 mg/kg, IV) para indução e isoflurano em oxigênio para manutenção. No pós-operatório, o paciente foi

monitorado quanto a parâmetros vitais, perfusão e dor, recebendo suporte intensivo. Para analgesia multimodal,

administraram-se tramadol (2,8 mg/kg, SC, a cada 12h), meloxicam (0,1 mg/kg, SC, SID) e dipirona (25 mg/kg, SC, a

cada 8h), além de ondansetrona (0,1 mg/kg, SC, a cada 12h). Considerando a drenagem de conteúdo purulento

para a cavidade abdominal, instituiu-se antibioticoterapia com metronidazol (15 mg/kg, IV, a cada 12h) e

ceftriaxona (35 mg/kg, IV, a cada 12h). Resultados: Os exames laboratoriais não apresentaram alterações

significativas. A ultrassonografia abdominal evidenciou uma massa esplênica de aproximadamente 10 cm

associada a sinais de peritonite. O transoperatório ocorreu sem intercorrências, e o paciente permaneceu

internado por 13 dias, apresentando evolução satisfatória até a alta. O exame histopatológico confirmou

hemangiossarcoma esplênico, com áreas de necrose, hemorragia e intensa atividade mitótica. Foi recomendado

tratamento quimioterápico adjuvante, porém o responsável optou por tratamento paliativo. Conclusão: Conclui-se

que o hemangiossarcoma esplênico em cães representa um desafio clínico e cirúrgico, uma vez que, apesar da

esplenectomia permitir estabilização do paciente e confirmação diagnóstica, o prognóstico permanece reservado

devido ao seu comportamento metastático. Ressalta-se a importância da adoção de protocolos adjuvantes e do

acompanhamento contínuo para manutenção da qualidade de vida

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Biografia do Autor

Andressa Hiromi Sagae, Unoesc

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Rossoni, R., Sagae, A. H., Petri, J. L., & Bernardi, A. (2025). ABORDAGEM CLÍNICA E CIRÚRGICA DE HEMANGIOSSARCOMA ESPLÊNICO CANINO - RELATO DE CASO. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e38185. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/38185

Edição

Seção

Campus São Miguel do Oeste