MARCADORES DO CONSUMO ALIMENTAR E SUA RELAÇÃO COM VARIÁVEIS DE SAÚDE DE ADOLESCENTES (2023-2024)
Resumo
INTRODUÇÃO: Mudanças nos padrões alimentares, com aumento do consumo de ultraprocessados, e a influência de fatores sociais e midiáticos tornam a adolescência período crítico para a adoção de comportamentos que impactam a saúde física e mental. A análise de marcadores de consumo alimentar na escola permite identificar práticas de risco e subsidiar intervenções de promoção à saúde. OBJETIVO: Analisar marcadores do consumo alimentar e sua relação com variáveis de saúde em escolares maiores de 12 anos. METODOLOGIA: Estudo transversal do projeto Saúde Escolar de Joaçaba (SC) com 568 escolares de 6 escolas municipais. Foram coletados autorrelatos de consumo alimentar (marcadores SISVAN), atividade física, satisfação corporal e sintomas de ansiedade, além de medidas antropométricas padronizadas. Realizaram-se análises descritivas dos dados coletados. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética (parecer nº 6.310.978). RESULTADOS: Predominaram consumo de bebidas adoçadas (70,1%), frutas frescas (65,6%), verduras/legumes (61,6%) e feijão (61,0%). Enquanto 63,7% consumiram ≥2 alimentos saudáveis no dia anterior, 42,8% consumiram ≥3 alimentos não saudáveis. A maioria foi classificada como insuficientemente ativa (81,5%). Observou-se ainda que 46,9% desejavam perder peso, 40,9% realizaram medidas para emagrecimento, 3,7% relataram vômitos ou uso de laxantes e 5,3% utilizaram produtos para emagrecimento sem supervisão médica. Além disso, 30,7% apresentaram sintomas de ansiedade em níveis moderados/graves. CONCLUSÃO: Os achados evidenciam coexistência de comportamentos alimentares protetores e de risco, associados à elevada insuficiência de atividade física e a sinais de vulnerabilidade em saúde mental entre adolescentes. Recomenda-se intervenção intersetorial em ambiente escolar e realização de estudos longitudinais para subsidiar políticas e programas de promoção da saúde.
