TRANSIÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA
Resumo
Introdução: A Reforma Tributária, em debate no cenário nacional, propõe alterações estruturais no sistema fiscal brasileiro, com a finalidade de simplificar a cobrança de tributos e aumentar sua eficiência. Entretanto, o período de transição para o novo modelo traz desafios que podem atingir diversos setores da sociedade, exigindo ajustes e adaptações. Diante disso, a visão dos estudantes torna-se relevante para compreender como esse público avalia a viabilidade e o ritmo do processo. Este estudo busca analisar essas opiniões, com foco na adequação do cronograma previsto. Objetivo: Analisar a percepção dos estudantes sobre os desafios da transição e viabilidade para o novo sistema tributário. Método: Questionário online via Google Forms, medido pela Escala Likert de 5 pontos, aplicado entre 05 e 10 de agosto de 2025 pelo WhatsApp. Natureza da pesquisa: Aplicada, com abordagem qualitativa e quantitativa; tipo descritiva, exploratória e explicativa, utilizando levantamento (survey). Público-alvo: Estudantes da Unoesc – Campus Videira/SC. Amostra: 55 alunos, participação voluntária e anônima. Resultados: A amostra foi composta por 55 respondentes, sem valores omissos. A média geral das respostas foi 4,02 (escala likert de 1 a 5), com mediana de 4,10 e desvio-padrão de 0,55, indicando baixa dispersão em torno da média. Os valores mínimo e máximo foram 2,3 e 5,0, respectivamente, evidenciando que, apesar de algumas opiniões divergentes, a maioria dos participantes avaliou positivamente os aspectos relacionados à transição e implementação da Reforma Tributária. Conclusão: A análise indicou que a maioria dos estudantes da Unoesc – Campus Videira/SC avalia positivamente a transição e implementação da Reforma Tributária. A estatística descritiva e o teste t de Student confirmam que o período de transição e a fase de testes são considerados adequados e essenciais. Embora não haja diferenças relevantes entre os gêneros (Mann-Whitney), o Kruskal-Wallis revelou variações entre áreas de atuação, com o comércio mais cético e indústria e serviços mais favoráveis. Conclui-se que a Reforma é necessária e promissora, mas exige planejamento, comunicação eficaz e capacitação específica por setor. O estudo reforça a importância de políticas públicas que considerem as diferenças setoriais para reduzir riscos e maximizar a efetividade da implementação.
