DEPRESSÃO PÓS-PARTO: ABORDAGENS TERAPÊUTICAS E IMPACTOS PARA A SAÚDE MATERNO-INFANTIL
Resumo
Introdução: O período puerperal caracteriza-se por transformações hormonais, emocionais e sociais que tornam a mulher suscetível a alterações psíquicas, como a depressão pós-parto (DPP). Essa condição também pode comprometer a saúde da criança, afetando negativamente a qualidade da interação mãe-bebê. Objetivo: Descrever os impactos da DPP e seus tratamentos farmacológicos e psicoterapêuticos, associados à eficiência ou aos danos na saúde materno-infantil. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, fundamentada na análise de 17 artigos publicados entre 2006 e 2025, nas bases SciELO, PubMed, LILACS, MEDLINE, BVS, Google Acadêmico e Scopus. Resultados: Os estudos analisados indicam que a DPP compromete significativamente a saúde física e emocional da mulher e interfere diretamente no desenvolvimento infantil, principalmente em casos onde o tratamento inclui fármacos com restrições durante a amamentação. Conclusão: A DPP pode resultar na diminuição ou na interrupção do aleitamento materno, essencial à maternidade, como o afeto e o vínculo, o que pode desestimular o aleitamento. Além disso, a demora na definição e no início de um tratamento adequado contribui para impactos negativos prolongados na saúde materno-infantil.
