INCIDÊNCIA DE INFECÇÕES SECUNDÁRIAS E COINFECÇÕES RESPIRATÓRIAS EM PACIENTES INTERNADOS ACOMETIDOS PELA COVID- 19

Autores

  • Eliandra Mirlei Rossi UNOESC
  • Fabiana Jaskoski Discente do curso de graduação em Farmácia, Unoesc, São Miguel do Oeste, SC
  • Jéssica Fernanda Barreto Honorato Discente do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Saúde, Unoesc, São Miguel do Oeste, SC
  • Andreia Bordignon Schneider Discente do curso de Graduação em Farmácia, Unoesc, São Miguel do Oeste, SC
  • Camila Schons Discente do curso de graduação em Biomedicina, Unoesc, São Miguel do Oeste, SC
  • Eduardo Ottobelli Chielle Docente do curso de graduação em Biomedicina, Unoesc, São Miguel do Oeste, SC

Resumo

Introdução: As coinfecções e infecções secundárias em pacientes com COVID são muito frequentes e estas ocorrem possivelmente devido ao dano da mucosa induzido pelo vírus e / ou a resposta do sistema imunológico descompensado observado em pacientes com SARS-Cov2. Objetivo: Desse modo, o objetivo deste trabalho foi verificar a incidência de infecções secundárias e coinfecções respiratórias em pacientes internados acometidos pela covid-19. Método: Foram coletadas amostras (escarro e aspirado traqueal) de nove pacientes no período de fevereiro a maio de 2022. As amostras foram semeadas em diferentes meios de cultura e as colônias isoladas foram identificadas por coloração de Gram e testes bioquímicos. O antibiograma foi realizado pela técnica de difusão em disco e o antifungigrama pela técnica de microdiluição conforme prescrito pelo BRcast/Eucast. Resultados: Os resultados demonstraram que todos os pacientes apresentavam comorbidades. Foram isoladas principalmente bactérias gram-negativas (66,6%), especialmente Klebsiella pneumoniae (42,85%) e Acinetobacter baumanni (28,57%). Bactérias gram-positivas e fungos representaram 33,3% das cepas isoladas (11,11 % das cepas eram Staphylococcus aureus e 22,2% Candida albicans). O perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos demonstrou que todas as cepas de bactérias isoladas apresentaram resistência para antibióticos do grupo das penicilinas. 71,42 % das cepas aeram multirresistentes. A única bactéria Gram positiva isolada (S.aureus) apresentou resistência a quatro classes de antimicrobianos (penicilinas, os betalactâmicos, os macrolídeos e a lincosamidas). A maioria (71,42 %) das bactérias apresentaram testes fenotípicos positivos para produção de carbapenemase. Todas as C.albicans foram resistentes aos compostos azólicos testados (Itraconazol e Posaconazol). Conclusão: Os resultados encontrados permitem concluir que pacientes críticos com Covid-19 podem desenvolver coinfecções e infecções secundárias principalmente por bacilos Gram-negativos e que na maioria das vezes são acometidos por microrganismos multirresistentes, produtores de carbapenemases, o que pode dificultar o eficácia do tratamento com antimicrobianos aumentando os riscos de morbidade e mortalidade desses pacientes.

Palavras-chave: SARS-Cov2; Coinfecção; Resistência aos antimicrobianos.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Rossi, E. M., Jaskoski, F., Honorato, J. F. B., Schneider, A. B., Schons, C., & Chielle, E. O. (2025). INCIDÊNCIA DE INFECÇÕES SECUNDÁRIAS E COINFECÇÕES RESPIRATÓRIAS EM PACIENTES INTERNADOS ACOMETIDOS PELA COVID- 19. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e38104. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/38104

Edição

Seção

Campus São Miguel do Oeste