A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA PREVENÇÃO DE BULLYING, VIOLÊNCIA E PRECONCEITO: UM VOO AZUL
Resumo
Introdução: A contação de histórias, além de promover o desenvolvimento da linguagem oral e escrita, é uma
ferramenta pedagógica potente para trabalhar questões sociais e emocionais. No contexto escolar, ela auxilia no
enfrentamento de temas complexos como bullying, violência e preconceito, possibilitando a reflexão e o respeito
às diferenças. Durante o estágio nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Este texto faz parte da pesquisa “A
contação de histórias como estratégia para trabalhar temas como bullying, violência e preconceito”, no
componente de estágio. O questionamento, nesta perspectiva foi: como explorar a temática, sem didatismos, mas
promovendo a discussão crítica? Objetivo: Promover a conscientização e o diálogo sobre bullying, violência e
preconceito nos anos iniciais do Ensino Fundamental, utilizando a contação de histórias como estratégia
pedagógica. Método: A pesquisa teve abordagem qualitativa, com análise descritiva de dados. A intervenção foi
desenvolvida a partir da contação da história um Voo Azul, da escritora catarinense Maria Helena Bazzo, seguida
de discussão e exploração da personagem central e a temática. A história aborda de forma sensível, a história de
Elise - uma menina diferente dos demais, com pele azulada e cabelos como pétalas de flor, que enfrenta olhares e
atitudes discriminatórias. Em etapas seguintes, foi explorada a biografia da autora, construindo o gênero textual
biografia, com a trajetória e produções literárias dela. Na sequência, juntamente com os alunos e diretoria escolar,
foi elaborado o convite por e-mail para a autora participar de uma manhã especial na escola. O encontro da
autora com os leitores foi realizado com uma roda de conversas, conduzida pelas crianças e seus questionamentos
sobre a história e o sofrimento de Elise. O encantamento do encontro criou um ambiente de interação e
aprendizado significativo. Resultados: Os estudantes se envolveram ativamente em todas as etapas, expressando
suas percepções sobre respeito, empatia e diversidade. A presença da autora intensificou o interesse dos alunos
pela leitura e pela escrita, além de proporcionar uma vivência única de contato direto com o processo criativo
literário. Observou-se que a contação de histórias funcionou como um potencializador para o diálogo aberto sobre
experiências pessoais e para a valorização das diferenças no ambiente escolar. Conclusão: A experiência
demostrou que a contação de histórias, quando associada à literatura e temáticas sociais relevantes torna-se um
recurso potencializador do diálogo e da prevenção de bullying e outras formas de violência, no processo formativo
das crianças.
