PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO MUNICÍPIO DE VIDEIRA SC: ANÁLISE DE DADOS SECUNDÁRIOS ANONIMIZADOS
Resumo
Introdução: A incontinência urinária (IU) é uma condição que afeta aproximadamente 423 milhões de pessoas em todo o mundo, com maior prevalência entre mulheres e idosos. É definida pela International Continence Society (ICS) como a perda acidental e não intencional de urina, podendo ocorrer durante atividades físicas, ao tossir, espirrar ou até mesmo em repouso. A IU compromete a qualidade de vida e pode gerar repercussões emocionais. Segundo a International Urogynecological Association (IUGA), a IU apresenta três subtipos principais: incontinência urinária de esforço (IUE), caracterizada por perdas associadas ao aumento da pressão intra-abdominal; incontinência urinaria de urgência (IUU), quando há urgência miccional seguida por perda antes de chegar ao banheiro; e a incontinência urinaria mista (IUM), quando coexistem as duas condições anteriores. Estudos epidemiológicos locais são fundamentais para identificar padrões regionais e orientar políticas de saúde. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico da incontinência urinária em mulheres residentes no município de Videira SC. Método: Foi realizado um estudo retrospectivo e descritivo, com análise de dados secundários provenientes do questionário ICIQ-SF aplicados em atendimentos clínicos. As variáveis avaliadas incluíram idade, frequência e quantidade de perda urinaria, além das situações em que ela ocorre. Todos os dados foram previamente anonimizados e analisados por estatística descritiva (frequências absolutas e relativas, média e desvio-padrão). Resultados: Foram analisados 18 questionários de mulheres com diagnóstico de IU, com idades entre 57 e 83 anos (média de 65,28±7,05 anos; mediana de 64,5 anos). A frequência mais relatada foi de uma vez por semana ou menos (66,66%). Em relação à quantidade da perda urinária, 94,44% indicaram pequena perda. Quanto às situações de ocorrência, 56,5% relataram perdas ao tossir ou espirrar (IUE), 13% durante atividades físicas ou após a micção ao se vestir, 8,7% antes de chegar ao banheiro (IUU) e 8,7% perde sem razão óbvia. Conclusão: A incontinência urinária em mulheres atendidas no município de Videira SC apresentou predominância do subtipo de esforço, perdas de pequena quantidade e baixa frequência semanal. Esses achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas e educativas voltadas à população feminina idosa, além da importância de triagens e orientações em serviços de saúde. Os autores gostariam de agradecer a Fundação de Amparo a Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina _FAPESC, (Termo de Outorga Nº: 2024TR001774) pelo apoio financeiro prestado para a elaboração do projeto.
Palavras-chave: incontinência urinária; epidemiologia; saúde da mulher.
