PRESSÃO ARTERIAL EM JOVENS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Resumo
Introdução: A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e um problema de saúde pública global. Embora tradicionalmente associada a adultos e idosos, estudos apresentam pressão arterial elevada em jovens, muitas vezes vinculadas a alimentação inadequada, sedentarismo, excesso de peso e consumo de álcool e substâncias estimulantes (KAELBER; PICKETT, 2017; MALACHIAS et al., 2020). A presença de níveis elevados de pressão arterial nessa faixa etária é preocupante, pois pode repercutir no risco cardiovascular futuro (MUNTNER et al., 2018). Objetivo: Analisar a literatura publicada entre 2015 e 2025 sobre pressão arterial em jovens, destacando prevalência, fatores associados e implicações para a saúde pública. Metodologia: Foi realizada revisão de literatura nas bases PubMed, SciELO e LILACS, entre abril e julho de 2025. Foram utilizados os descritores “pressão arterial”, “hipertensão”, “adolescentes” e “jovens”. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas e documentos técnicos publicados entre 2015 e 2025 que abordassem diretamente a temática em população jovem (15–29 anos). Excluíram-se estudos sobre hipertensão secundária. Resultados e Discussão: A análise revelou aumento progressivo da prevalência de pressão arterial elevada entre jovens em diferentes contextos. Estudos nacionais e internacionais apontam taxas entre 7% e 15% para pré-hipertensão e entre 3% e 10% para hipertensão nessa faixa etária. O excesso de peso e a obesidade figuram como os principais fatores de risco, seguidos pelo consumo elevado de sódio, baixa ingestão de frutas e hortaliças, sedentarismo e padrões de sono inadequados. Além disso, pesquisas indicam associação significativa com fatores psicossociais, como estresse acadêmico e uso frequente de bebidas energéticas. Intervenções preventivas, envolvendo educação em saúde, promoção da atividade física e políticas de redução do consumo de alimentos ultraprocessados, mostraram impacto positivo na redução dos níveis prévios. Apesar disso, a literatura ainda carece de estudos longitudinais que permitam compreender melhor a evolução da pressão arterial em jovens e a efetividade das ações preventivas ao longo do tempo. Considerações Finais: Conclui-se que a pressão arterial elevada em jovens é um desafio emergente de saúde pública. A detecção precoce e estratégias de prevenção baseadas em mudanças de estilo de vida são fundamentais para evitar complicações cardiovasculares futuras. Investimentos em programas educativos, intervenções multiprofissionais e pesquisas longitudinais são necessários para subsidiar políticas de saúde direcionadas a essa população.
