ENDIVIDAMENTO FAMILIAR E ORÇAMENTO DOMÉSTICO: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS

Autores

  • Bianca Saccon UNOESC
  • Daniela Luiza Muniz Unoesc
  • Hellem Tainá Camargo de Lima
  • Natieli Duarte Farias Unoesc

Resumo

Introdução: O endividamento familiar e a administração do orçamento doméstico constituem aspectos centrais da
estabilidade econômica e da qualidade de vida. O crescimento da oferta de crédito e o consumo impulsivo têm
elevado os índices de endividamento, comprometendo a capacidade de atender necessidades básicas e de
investir no futuro. Nesse contexto, compreender os fatores que levam ao endividamento e identificar práticas de
gestão financeira tornam-se essenciais para propor alternativas que promovam equilíbrio econômico e segurança
social. Objetivo: O estudo teve como objetivo analisar o endividamento familiar e a gestão do orçamento
doméstico, identificando hábitos financeiros, principais causas do desequilíbrio orçamentário e estratégias utilizadas
pelas famílias para lidar com dívidas. Método: A pesquisa utilizou como método a aplicação de um questionário
estruturado junto à população em geral, abordando aspectos como número de integrantes da família, renda
mensal, hábitos de registro de gastos, principais despesas, comprometimento da renda com dívidas, existência de
reservas financeiras e estratégias de enfrentamento do endividamento. As respostas foram organizadas em gráficos
e analisadas de forma descritiva e comparativa. Resultados: Os resultados revelaram que 51,6% dos entrevistados
não registram seus gastos, dificultando o controle financeiro. A maioria das famílias possui renda de 1 a 5 salários
mínimos, o que as torna mais vulneráveis a imprevistos. As principais causas do endividamento foram compras
compulsivas (35,9%), despesas não programadas (28,1%) e uso de crédito (28,1%). Quanto à reserva financeira,
71,9% afirmaram guardar até R$300,00 mensais, valor considerado insuficiente para emergências maiores. O estudo
também mostrou que 54,7% dos participantes têm mais da metade da renda comprometida com dívidas,
reduzindo significativamente sua capacidade de consumo e investimento. Apesar disso, cálculos apontam que,
mesmo com endividamento, algumas famílias ainda apresentam saldo positivo, o que evidencia a possibilidade de
reorganização financeira por meio de estratégias adequadas. Conclusão: Conclui-se que o endividamento familiar
decorre, em grande parte, da ausência de planejamento e da falta de educação financeira. Embora muitas
famílias ainda mantenham condições para reestruturar suas finanças, o alto comprometimento da renda com
dívidas limita a mobilidade social e o alcance de objetivos de longo prazo. A adoção de práticas como controle
de gastos, renegociação de dívidas, incentivo à poupança e consumo consciente, além da ampliação da
educação financeira desde a infância, configuram-se como caminhos para reduzir o endividamento e promover
maior segurança econômica e bem-estar social.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

19-11-2025

Como Citar

Saccon, B., Muniz, D. L., Camargo de Lima, H. T., & Duarte Farias, N. (2025). ENDIVIDAMENTO FAMILIAR E ORÇAMENTO DOMÉSTICO: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e38043. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/38043

Edição

Seção

Unidade Campos Novos