O PAPEL DA ESCOLA NA REPRODUÇÃO OU SUPERAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL: UM OLHAR SOCIOLÓGICO A PARTIR DOS ODS 4 E 10 DA ONU
Resumo
Introdução: A escola pública pode tanto reproduzir desigualdades sociais quanto promover inclusão e equidade. Baseada nas teorias de Althusser e Bourdieu, esta pesquisa qualitativa explora perceções de gestores e professores em três escolas de Videira (SC), vinculando a análise aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4 e 10 da ONU. Objetivo: Analisar o papel da escola pública na reprodução ou superação da desigualdade social, a partir de uma perspectiva sociológica crítica, considerando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 e 10 da ONU. Método: Utilizou-se como procedimento revisão bibliográfica e entrevistas semiestruturadas e abordagem qualitativa. Os atores entrevistados forma os gestores escolares, na perspectiva de compreender o papel da escola na reprodução ou superação das desigualdades sociais segundo uma perspetiva sociológica crítica. Resultados: A escola, ao funcionar como aparelho ideológico do Estado, tende a legitimar e valorizar predominantemente o capital cultural das elites, reforçando a lógica de exclusão social e a reprodução das desigualdades já existentes. Essa dinâmica se expressa tanto nos currículos hegemônicos, que privilegiam determinados saberes e linguagens, quanto nas práticas avaliativas que frequentemente desconsideram a diversidade cultural e social dos estudantes. No entanto, quando orientada por práticas pedagógicas críticas, pautadas na reflexão sobre a realidade e na valorização dos diferentes contextos de vida, a educação pode desempenhar um papel emancipador. Aliada a políticas inclusivas e de equidade, essa perspectiva contribui para transformar a escola em espaço de democratização do conhecimento e promoção da justiça social, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, que defende educação de qualidade, equitativa e inclusiva, e 10, voltado à redução das desigualdades. Conclusão: A escola pública, apesar dos desafios estruturais, tem potencial emancipador quando compromissada com práticas inclusivas, formando cidadãos críticos e promovendo justiça social, sendo um espaço fundamental para a redução das desigualdades no Brasil.
