GÊNERO E LIDERANÇA: UMA ANÁLISE REGIONAL NO BRASIL.
Resumo
Introdução: Este estudo aborda a relevância do gênero e da liderança, destacando as disparidades no mercado de trabalho, como a baixa representatividade feminina em cargos de liderança no Brasil, onde apenas 4,5% dos diretores de empresas são mulheres. Apesar das conquistas, ainda persiste a discriminação e a desigualdade salarial, e a análise regional é crucial devido à diversidade cultural do país. A pesquisa busca entender as barreiras à ascensão profissional feminina e os fatores que influenciam essa realidade, tendo como foco a importância das mulheres para a economia e a renda familiar. Objetivo: Analisar a presença feminina em cargos de liderança no Brasil, especialmente como CEOs, identificando barreiras e iniciativas que promovem a equidade de gênero nas empresas. Método: Adota-se uma abordagem descritiva e qualitativa, utilizando dados secundários. A coleta de dados foi realizada por meio de relatórios governamentais (IBGE, Ministério do Trabalho), de organizações internacionais (ONU Mulheres), publicações acadêmicas, sites de empresas e notícias. A seleção da amostra envolverá busca secundária de fontes confiáveis, com recorte regional (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), abordando a proporção feminina em liderança e fatores como cultura organizacional, estereótipos de gênero e dupla jornada. Resultados: Um seminário do Governo Federal (2025) destacou os "Desafios da mulher no mercado de trabalho; desigualdade de gênero e racismo persistem". Dados da ONU Mulheres revelam que apenas 63% das mulheres (25-54 anos) estão empregadas, contra 91% dos homens, e 91% das mulheres em países de baixa renda atuam na informalidade. Globalmente, 2 bilhões de mulheres carecem de proteção social e realizam 2,5 vezes mais trabalhos não remunerados que os homens. Em Belém (PA), mulheres enfrentam uma média de 11h42min a mais de jornada diária total. A participação feminina no mercado de trabalho cresceu entre 2012-2019, mas caiu pós-pandemia e sua recuperação é lenta. Em 2024, a taxa de desocupação para mulheres negras foi de 9,3% (vs.5,8% para brancas), e a disparidade salarial é acentuada (mulher negra ganha menos da metade de um homem branco). Conclusão: O estudo alcançou seu objetivo ao investigar a representatividade feminina e seus obstáculos na liderança, revelando a persistência de significativas desigualdades no mercado de trabalho brasileiro, agravadas por fatores raciais e a sobrecarga de trabalho não remunerado. Para estudos futuros, sugere-se pesquisa de campo para aprofundar a compreensão da realidade das mulheres nas empresas.
