AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL E PREDIÇÃO DE RISCO DE QUEDA EM PACIENTES DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Resumo
Introdução: O tempo de internação hospitalar, associado a doenças pré-existentes e polifarmácia, está associado a maior risco de quedas, devido a diminuição da capacidade física e respiratória. Objetivo: O objetivo investigar a capacidade funcional e respiratória de indivíduos hospitalizados, dentro de 24 horas até 30 dias de internação e indicadores de risco de queda. Método: Consiste em um estudo transversal, observacional e quantitativo, desenvolvido em um Hospital Universitário do Meio-Oeste catarinense em 2024. Foram avaliados indivíduos internados entre 24 horas a 30 dias, aplicando uma ficha de exame e testes: o TUGT, SARC-F, dinamometria manual, a escala de mobilidade JH-HLM, manovacometria e o Powerbreathe digital (K-5). Resultados: A amostra foi composta por 40 indivíduos, homens e mulheres com idade média de 50 anos. Os resultados do questionário Sarc-F mostraram que apenas 12,5% dos indivíduos apresentaram sinal sugestivo de sarcopenia. No TUGT, avaliou-se uma média de 12,32 segundos, caracterizando baixo risco de quedas. Avaliando PImáx e PEmáx houve diferenças significativas dos valores preditos para idade e sexo. A média de PIF para as mulheres foi de 0,95 e homens 1,53, para o S-index uma média de 19,77 cmH2O para mulheres e para homens 29,15 cmH2O, divergindo da literatura. Conclusão: Conclui-se que há necessidade de coletar dados mais abrangentes de pacientes em internações prolongadas. Embora a maioria dos adultos jovens tenha boa capacidade funcional, a avaliação da força respiratória mostrou uma redução significativa, afetando a capacidade funcional. Isso destaca a importância de intervenções fisioterapêuticas para a reabilitação pulmonar.
