ÍNDICE DE MASSA CORPORAL DE ESTUDANTES DO ENSINO FUNDAMENTAL
Resumo
Introdução: A Educação Física escolar oferece diversas possibilidades pedagógicas que promovem o desenvolvimento integral dos estudantes, entre elas a prática de atividades físicas, o incentivo a jogos e brincadeiras, e o aprimoramento das capacidades motoras. Essas ações não apenas contribuem para a formação corporal e social, mas também colaboram com a saúde, especialmente no controle do peso corporal. Dentre os indicadores utilizados para avaliar o estado nutricional dos alunos, destaca-se o Índice de Massa Corporal (IMC), que relaciona peso e estatura. Considerando essa dimensão, os bolsistas do subprojeto PIBID na escola CEFREI participaram da coleta de dados antropométricos dos estudantes, atendendo a uma demanda da Secretaria de Educação voltada ao acompanhamento nutricional escolar. Objetivo: Avaliar o estado nutricional dos estudantes por meio da coleta de dados antropométricos e do cálculo do IMC. Método: Foram avaliados todos os estudantes do ensino fundamental da escola CEFREI, em Joaçaba, SC, durante as aulas de Educação Física durante os meses de março e abril/2025. Para a coleta de dados, utilizou-se o protocolo proposto no Manual PROESP/2021. Os dados foram categorizados em dois graus: Zona de Risco à Saúde e Zona Saudável, de acordo com o respectivo Manual. Resultados: Foram investigadas 295 crianças. Destas, 68 (22,8%) crianças apresentaram grau de Zona de Risco à Saúde e 227 (77,2%) crianças encontram-se na Zona Saudável. Quando separadas por sexo, 40 crianças do sexo feminino (13,6%) e 28 crianças do sexo masculino (9,4%) apresentam grau de Zona de Risco à Saúde. Na Zona Saudável, encontram-se 102 (34,6%) meninas e 125 (42,4%) meninos. Conclusão: Os resultados demonstram que a maioria dos estudantes investigados se apresenta dentro da Zona Saudável, segundo os parâmetros do Manual do PROESP/2021, o que indica uma menor probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares associados ao estado nutricional. Ainda assim, a presença de 22,8% das crianças na Zona de Risco à Saúde evidencia a importância de um acompanhamento contínuo, ações de conscientização e de avaliações periódicas mais aprofundadas. Além dos dados obtidos, a ação desenvolvida pelos bolsistas do PIBID reforça a articulação entre teoria e prática na formação docente, fortalece o vínculo entre universidade e escola, e reafirma o compromisso com a promoção da saúde e com a qualidade da educação básica.
