EFEITO DO EXTRATO DE CIGARRO CONTRABANDEADO NO CONTROLE A CIGARRINHA-DO-MILHO

Autores

  • Kerlei Joel Favretto unoesc
  • André Sordi UNOESC

Resumo

No Brasil, cerca de 38% dos cigarros consumidos são contrabandeados, principalmente do Paraguai, e 11% produzidos por fabricantes nacionais classificados como devedores contumazes. Grande parte desses produtos é apreendida pela Receita Federal e incinerada, gerando impactos ambientais devido à emissão de gases tóxicos. Paralelamente, na cultura do milho, uma das principais limitações produtivas são os enfezamentos (pálido e vermelho), transmitidos pela cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). O controle químico sintético é o método mais utilizado, mas há crescente interesse por alternativas sustentáveis, como inseticidas botânicos. O tabaco (Nicotiana tabacum L.) destaca-se pelo potencial inseticida, acaricida e fungicida. Objetivo: Avaliar a eficiência do extrato alcoólico obtido de cigarros contrabandeados no controle da cigarrinha-do-milho e seus efeitos sobre componentes de rendimento do milho. Método: O estudo foi realizado em São José do Cedro/SC, em delineamento em blocos casualizados, com sete tratamentos (cinco doses crescentes de extrato alcoólico de tabaco, testemunha e inseticida sintético). O extrato foi obtido a partir de 600 g de cigarros triturados para cada litro de etanol 96%, mantido em repouso por 12 dias. O experimento contou com parcelas de 12 m², totalizando 35 unidades experimentais. As pulverizações foram realizadas aos 15 dias após a semeadura, repetidas em intervalos semanais, somando quatro aplicações. Foram avaliadas variáveis agronômicas (altura, diâmetro de colmo, rendimento, massa de mil sementes, clorofila A e B). Os dados foram submetidos à análise de variância e comparados pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Resultados: Não foram observadas diferenças significativas entre os tratamentos, incluindo o inseticida sintético, devido à baixa pressão de pragas e doenças na safra analisada. Entretanto, houve tendência de incremento em rendimento e massa de mil sementes com o aumento das doses do extrato alcoólico de tabaco. Conclusão: O extrato alcoólico de cigarros contrabandeados não apresentou efeito comprovado no controle da cigarrinha-do-milho nas condições do estudo, mas demonstra potencial de uso em pequenas propriedades como alternativa sustentável, agregando valor ambiental ao aproveitar resíduos que seriam destinados à incineração.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Favretto, K. J., & Sordi, A. (2025). EFEITO DO EXTRATO DE CIGARRO CONTRABANDEADO NO CONTROLE A CIGARRINHA-DO-MILHO. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e37943. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/37943

Edição

Seção

PIBIC - CNPq