ORÇAMENTO DOMÉSTICO FAMILIAR: PLANEJAMENTO FINANCEIRO E QUALIDADE DE VIDA
Resumo
O orçamento doméstico familiar é fundamental para o controle dos gastos e a organização das
finanças, permitindo que a família busque estabilidade econômica. A falta de planejamento e a ausência de
reservas financeiras aumentam o risco de endividamento, afetando a saúde financeira, emocional e psicológica
dos integrantes. Estudos apontam que a insegurança financeira, aliada à carência de educação financeira,
contribui para ansiedade, estresse e dificuldades na administração dos recursos (BORTOLUZZI et al., 2015; SANTOS;
ALMEIDA, 2021). O planejamento e a educação financeira são essenciais para combater o
endividamento, que resulta de gastos elevados e da falta de organização, e para alcançar estabilidade e
qualidade de vida. A pesquisa utilizou um questionário com perguntas objetivas e descritivas,
complementado por uma tabela de orçamento familiar. O entrevistado, de 40 anos, é professor(a), mora em
residência própria com seis pessoas e possui renda mensal de R$ 6.400,00, com comprometimento de 90% em
despesas. Foram coletadas informações sobre emprego, renda, dívidas, gastos essenciais e não essenciais,
impactos psicológicos do endividamento e iniciativas de resolução financeira. Os dados indicam que
as principais fontes de endividamento são cartão de crédito, financiamentos e empréstimos, com previsão de
quitação em 2 a 5 anos. Os gastos prioritários concentram-se em supermercado e despesas básicas, enquanto os
consumos não essenciais são mínimos. O endividamento causa impactos negativos na saúde mental, incluindo
ansiedade, estresse e dependência de medicação. Apesar disso, o entrevistado demonstra interesse em organizar
suas finanças, buscando estabilidade e melhor qualidade de vida. O estudo evidencia que o
endividamento familiar decorre de gastos essenciais elevados, uso de crédito e ausência de planejamento
financeiro. A implementação de um planejamento detalhado, aliada à educação financeira, é essencial para
reduzir dívidas, organizar o orçamento e permitir poupança e investimentos futuros. Além disso, projetos
comunitários e universitários desempenham papel relevante ao capacitar famílias na gestão financeira,
promovendo bem-estar, segurança econômica e melhoria da qualidade de vida.
