DISFUNÇÕES OROFARÍNGEAS PÓS-INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL: ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

Autores

  • Candice Cristina Sühnel Unoesc
  • Jakelini Danielewicz Gomes Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Janaina Ferreira dos Santos Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

Introdução: A intubação orotraqueal (IOT) é um procedimento essencial em unidades de terapia intensiva, especialmente durante a pandemia da COVID-19, quando a ventilação mecânica invasiva foi amplamente utilizada. Apesar de sua importância na preservação da vida, a IOT está associada a complicações significativas que comprometem funções vitais, como deglutição, voz e motricidade orofacial. Objetivo: Analisar as principais disfunções orofaríngeas decorrentes da IOT e discutir estratégias de intervenção fonoaudiológica voltadas à recuperação funcional, à segurança alimentar e à qualidade de vida dos pacientes. Metodologia: O estudo foi realizado por meio de revisão integrativa da literatura, incluindo artigos publicados entre 2014 e 2024, nas bases PubMed, SciELO e Lilacs. Foram selecionadas publicações que investigaram complicações orofaríngeas associadas à IOT, com ênfase em disfagia, disfonia e alterações motoras orofaciais, bem como intervenções fonoaudiológicas em contextos hospitalares e ambulatoriais. Resultados: Entre as disfunções mais prevalentes, destacam-se a disfagia orofaríngea, a disfonia, os granulomas, a estenose laríngea e a paralisia de pregas vocais, resultantes de traumas mecânicos e da redução da sensibilidade laríngea. Os estudos analisados apontam elevada prevalência de disfagia em pacientes submetidos à intubação orotraqueal, condição que compromete a segurança alimentar e pode ocasionar pneumonia aspirativa, desnutrição e prolongamento da internação. A atuação precoce da Fonoaudiologia mostrou-se fundamental tanto na avaliação quanto na intervenção, favorecendo a retomada da alimentação oral segura, a redução do tempo de dependência de sonda enteral e a prevenção de complicações respiratórias. A utilização de protocolos específicos, associada a exercícios miofuncionais, manobras de proteção das vias aéreas e ajustes nas consistências alimentares, contribuiu de forma significativa para a melhora funcional dos pacientes. Evidências indicam que a implementação de estratégias individualizadas, especialmente em contexto hospitalar durante a pandemia de COVID-19, permitiu uma reabilitação mais rápida e eficiente, mesmo diante de restrições e limitações clínicas. Assim, constata-se que a intervenção fonoaudiológica exerce papel essencial na reabilitação das funções de deglutição e voz em pacientes pós-intubação, reduzindo impactos clínicos e favorecendo a qualidade de vida durante o processo de recuperação. Conclusão: A IOT, embora indispensável em situações críticas, pode gerar disfunções orofaríngeas relevantes que impactam diretamente a deglutição e a voz. A atuação do fonoaudiólogo é imprescindível na avaliação e no tratamento desses pacientes, favorecendo a recuperação funcional, a segurança alimentar e a qualidade de vida. A inclusão sistemática da Fonoaudiologia no plano terapêutico pós-extubação revela-se essencial, sobretudo em cenários de alta complexidade como os intensificados pela pandemia da COVID-19.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Sühnel, C. C., Danielewicz Gomes, J., & Ferreira dos Santos , J. (2025). DISFUNÇÕES OROFARÍNGEAS PÓS-INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL: ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e37850 . Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/37850

Edição

Seção

Campus Joaçaba