CLÍNICA DA CRIANÇA: PROPOSTA DE CLÍNICA PEDIÁTRICA PARA ATENDIMENTO INTEGRADO NO MUNICÍPIO DE VIDEIRA E REGIÃO
Resumo
Introdução: A infância é uma fase essencial para o desenvolvimento humano, exigindo ambientes de saúde acessíveis e humanizados. Em Videira-SC, os serviços pediátricos são limitados ao horário comercial, gerando sobrecarga na UPA e nos hospitais. Em 2021, o município registrou taxa de mortalidade infantil de 7,78 por mil nascidos vivos, reforçando a necessidade de soluções que ampliem o acesso e qualifiquem a rede de atenção infantil. Além disso, os equipamentos de saúde existentes não são adequados ao público infantil, revelando a carência de espaços adaptados e acolhedores. Objetivo: Este estudo teve como objetivo oferecer orientação para o embasamento de um anteprojeto arquitetônico fundamentado em princípios de humanização, design biofílico e normas técnicas vigentes, contribuindo para a qualificação da rede de saúde infantil no município. Método: O método adotado foi a pesquisa qualitativa, abrangendo revisão bibliográfica sobre arquitetura hospitalar, políticas públicas e especificidades do ambiente pediátrico, análise normativa com base na RDC 50/2002, NBR 9050 e SOMASUS, estudos de caso de referência internacional e levantamento do contexto urbano e ambiental local, incluindo escolha de terreno, análise bioclimática e condicionantes físicos. Resultados: Os resultados apontam que o ambiente físico exerce influência significativa no cuidado à saúde infantil, sobretudo quando projetado para promover acolhimento e segurança. Pesquisas na área indicam a relevância de soluções como espaços lúdicos, integração de áreas verdes, iluminação natural e ventilação cruzada, que contribuem para o bem-estar e reduzem a ansiedade infantil durante o atendimento. A análise local revelou fragilidades na rede de atenção primária e ausência de estruturas adequadas ao atendimento pediátrico contínuo, além de fatores climáticos que intensificam doenças respiratórias, reforçando a necessidade de ambientes planejados. Conclusão: Conclui-se que a arquitetura é uma ferramenta estratégica para a promoção da saúde infantil, indo além da funcionalidade ao propor espaços humanizados e sensoriais, capazes de fortalecer vínculos e oferecer conforto. A proposta contribui para reduzir a sobrecarga hospitalar, ampliar a acessibilidade e qualificar a experiência do usuário, evidenciando a importância de projetos centrados na criança como elemento essencial do planejamento da rede de saúde.
