RENASCIMENTO: REQUALIFICAÇÃO ARQUITETÔNICA PARA ACOLHIMENTO E BEM-ESTAR EM UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA EM CAMPOS NOVOS/SC

Autores

  • Erik Novais Dos Santos Streme Unoesc - Campus Videira
  • Larissa Woitke UNOESC

Resumo

Introdução: O consumo abusivo de substâncias psicoativas constitui um dos grandes desafios contemporâneos, sendo reconhecido como problema de saúde pública e questão social. A dependência química compromete a autonomia dos indivíduos, gera impactos familiares e comunitários e demanda estratégias de acolhimento e reabilitação. Nesse contexto, as Comunidades Terapêuticas surgem como alternativas de apoio psicossocial, porém muitas enfrentam limitações estruturais, funcionando em espaços improvisados e sem planejamento adequado. Essa precariedade compromete o cuidado, a dignidade e a eficácia do processo terapêutico, evidenciando a necessidade de repensar a infraestrutura dessas instituições. Assim, o presente estudo busca propor soluções arquitetônicas que qualifiquem o ambiente físico como parte do processo de recuperação, destacando sua pertinência social e acadêmica. Objetivo: Propor a ampliação e requalificação arquitetônica da Comunidade Terapêutica São Francisco, em Campos Novos/SC, a fim de oferecer um ambiente humanizado, funcional e adequado às necessidades terapêuticas. Método: A pesquisa é qualitativa, de natureza aplicada e abordagem exploratória, voltada ao desenvolvimento de um projeto arquitetônico. Envolveu levantamento bibliográfico e documental sobre comunidades terapêuticas e diretrizes públicas, análise de estudos de caso nacionais e internacionais e coleta de informações in loco na Comunidade Terapêutica São Francisco. A escuta ativa com coordenadores e participantes permitiu identificar demandas espaciais e funcionais, organizadas e transformadas em parâmetros de projeto, que orientaram a concepção da proposta de ampliação e requalificação arquitetônica. Resultados: A investigação mostrou que a Comunidade Terapêutica São Francisco apresenta carências relevantes em infraestrutura e organização dos espaços, fatores que limitam a qualidade do acolhimento. Em resposta, elaborou-se uma proposta arquitetônica pautada em princípios de humanização, acessibilidade e funcionalidade, contemplando ambientes voltados ao convívio coletivo, às atividades terapêuticas e ao bem-estar dos acolhidos. Os resultados indicam que a adequação física dos espaços, quando orientada por tais princípios, favorece o processo de recuperação, estimula a integração social e fortalece o papel institucional na ressocialização dos indivíduos. Conclusão: O estudo demonstrou que a requalificação arquitetônica da Comunidade Terapêutica São Francisco contribui para a melhoria do acolhimento e da eficácia terapêutica. Constatou-se que a configuração adequada dos espaços impacta diretamente no bem-estar, na saúde mental e na ressocialização dos acolhidos. Mais amplamente, a experiência ressalta a importância de considerar o ambiente construído como parte do tratamento em comunidades terapêuticas e amplia a compreensão sobre a interface entre arquitetura e saúde, oferecendo referências úteis para projetos em instituições semelhantes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

19-11-2025

Como Citar

Novais Dos Santos Streme, E., & Woitke, L. (2025). RENASCIMENTO: REQUALIFICAÇÃO ARQUITETÔNICA PARA ACOLHIMENTO E BEM-ESTAR EM UMA COMUNIDADE TERAPÊUTICA EM CAMPOS NOVOS/SC. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e37779 . Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/37779

Edição

Seção

Campus Videira