HERNIORRAFIA INGUINAL ESQUERDA ASSOCIADA A MASTECTOMIA UNILATERAL TOTAL ESQUERDA E OVARIOHISTERECTOMIA EM CANINO - RELATO DE CASO
RELATO DE CASO
Resumo
Introdução: Hérnias são aberturas da parede abdominal por onde saem o peritônio, gordura peritoneal ou órgãos. Quando a protrusão dos órgãos acontecem atráves do canal inguinal adjacente ao processo vaginal denonina-se hérnias inguinais. A realização de mastectomias associadas a ovariohisterectomia aumenta a resposta do organismo ao trauma cirúrgico. Porém essa conduta pode ser realizada desde que em casos necessários, com diversos cuidados. Realiza-se um processo de controle analgésico intenso caso haja associação de procedimentos cirúrgicos com alta morbidade. Objetivo: Relatar o caso de um canino diagnosticado com hernia inguinal. Método: Em março de 2025 um cão, fêmea de aproximadamente 12 anos foi atendido com queixa de uma massa na região inguinal. No exame físico observou-se um aumento de volume do lado esquerdo, irredutível, sem estímulo doloroso, além de nódulo firme, irregular, aderido, bem delimitado e ulcerado em M4 e M5 esquerdas. Para fechar diagnóstico realizou-se ultrassonografia que mostrou ´órgãos no saco herniário. Fez-se radiografia para pesquisa de metástase pulmonar, porém não evidenciou-se presença de nódulos metastáticos. O animal foi submetido a herniorrafia associada a mastectomia, já sendo realizada a ovariohisterectomia. Durante o procedimento a paciente se manteve estável. No pós-cirúrgico o animal ficou internado sob observação até que estivesse bem, administrou-se medicamentos para controle anelgésico. Orientou-se que os tutores realizassem a limpeza da incisão, utilização de roupa cirúrgica, bem como a administração de medicamentos como a Dipirona, Meloxicam e Tramadol. Após 10 dias do procedimento a paciente retornou para que fosse realizada a retirada dos pontos. Resultados: Neste caso em que houve associação de três procedimentos cirúrgicos a analgesia foi efetiva pois utilizou-se a anestesia multimodal com utilização de anestesia epidural, infusão contínua de Fentanil e aplicação de Cetamina, além de medicamentos adjuvantes. A escolha por essa conduta foi atribuída a diversos fatores individuais do paciente onde a hérnia estava localizada exatamente abaixo do nódulo, assim que fosse realizada a retirada da cadeia mamária o saco herniário estaria exposto, além das características agravantes das duas patologias onde o nódulo se apresentava ulcerado e havia risco de encarceramento de orgãos na hérnia, a possibilidade da associação dos dois procedimentos foi uma solução para evitar-se a progressão das doenças. Foi optado por realizar a ovariohisterectomia pois parte do útero estava dentro do saco herniário. Conclusão: Apesar do risco da associação de procedimentos cirúrgicos, essa conduta pode ser uma opção para casos específicos, desde que o planejamento cirúrgico, o processo de controle analgésico e anestésico sejam bem executados.
