COMPLICAÇÕES FONOAUDIOLÓGICAS EM PACIENTES PÓS-ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO: UMA ABORDAGEM CLÍNICA

Autores

  • Candice Cristina Sühnel Unoesc
  • Patrine Aparecida Less Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Carla Madeira Ferraz Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

Introdução: As doenças cerebrovasculares apresentam-se como uma das principais causas de óbito na população, em especial nos idosos. Além da sua elevada taxa de mortalidade, tal agravo é responsável por ocasionar inúmeras sequelas com alto grau de incapacidade. O Acidente Vascular Encefálico (AVE) pode ser conceituado como um déficit neurológico focal súbito, decorrente da interrupção abrupta da circulação sanguínea, ocasionando falhas no fornecimento de oxigênio e demais nutrientes ao tecido cerebral, lesionando-o e, consequentemente provocando sequelas. Objetivo: Analisar as principais complicações fonoaudiológicas em pacientes pós- AVE. Método: A pesquisa bibliográfica foi realizada no banco de dados do Google Acadêmico, SciELO e PubMed. Foram selecionados cinco artigos no idioma Português com publicações entre os anos de 2017 e 2024, com os descritores: acidente vascular encefálico, disfagia, fonoaudiologia e transtornos de deglutição. Resultados: O pós-AVE pode trazer diversas complicações do ponto de vista fonoaudiológico, sendo as associadas a comunicação e a deglutição as de maior incidência. A disfagia orofaríngea, está entre as manifestações mais comuns nos pacientes acometidos pelo AVE, estando a sua identificação precoce diretamente relacionada com a morbimortalidade da doença.  A deglutição é um processo complexo no qual envolve estruturas ósseas, musculares e cartilaginosas do sistema digestório e respiratório, estando todos submetidos a um controle neural. Este processo possui como objetivo principal, o transporte do bolo alimentar da cavidade oral até a região estomacal, podendo ser dividido em quatro fases: preparatória, oral, faríngea e esofágica. As lesões neurológicas, a depender da sua severidade, podem acarretar danos tanto na fase oral como na fase faríngea. As incoordenações ocorridas nas funções da deglutição, possuem como nomenclatura disfagia orofaríngea. Entre as sequelas funcionais, a disfagia orofaríngea se apresenta como uma das mais frequentes encontradas, podendo resultar em complicações pulmonares e nutricionais, cooperando para o declínio clínico do indivíduo.  O profissional fonoaudiólogo irá atuar na reabilitação dos pacientes disfágicos, sendo que sua avaliação precoce (em até quarenta e oito horas pós-AVE), irá contribuir na prevenção das complicações advindas deste distúrbio. Para fundamentar e auxiliar no diagnóstico os profissionais irão dispor de protocolos pré-elaborados, como por exemplo, o Protocolo fonoaudiológico de avaliação do risco para disfagia. Conclusão: A disfagia orofaríngea representa uma das principais complicações fonoaudiológicas em pacientes acometidos por AVE. A atuação do fonoaudiólogo é fundamental tanto na avaliação precoce quanto no processo de reabilitação, contribuindo significativamente para a prevenção de complicações clínicas e para a melhora da qualidade de vida desses pacientes.

 

 

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Biografia do Autor

Patrine Aparecida Less, Universidade do Oeste de Santa Catarina

Discente do Curso de graduação em Fonoaudiologia

Carla Madeira Ferraz, Universidade do Oeste de Santa Catarina

Docente do curso de graduação em Fonoaudiologia

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Sühnel, C. C., Aparecida Less, P., & Ferraz, C. M. (2025). COMPLICAÇÕES FONOAUDIOLÓGICAS EM PACIENTES PÓS-ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO: UMA ABORDAGEM CLÍNICA. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e37770. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/37770

Edição

Seção

Campus Joaçaba