REVISÃO NARRATIVA SOBRE OS IMPACTOS DO USO EXCESSIVO DE TELAS NA POSTURA E RESPIRAÇÃO: REPERCUSSÕES FONOAUDIOLÓGICAS DA INFÂNCIA À VIDA ADULTA
Resumo
Introdução: O avanço tecnológico e a popularização de dispositivos como smartphones, tablets e computadores modificaram a rotina de crianças, adolescentes e adultos. O uso excessivo de telas está relacionado a impactos negativos na saúde física e funcional, afetando sistemas como o respiratório, musculoesquelético e nervoso, além de funções comunicativas essenciais. Alterações posturais, respiração bucal e diminuição da capacidade respiratória são problemas frequentes, podendo gerar repercussões da infância à vida adulta, com relevância para a prática fonoaudiológica. Objetivo: Analisar os impactos do uso excessivo de telas nos sistemas respiratório, musculoesquelético, e estruturas relacionadas à comunicação humana, identificando repercussões fonoaudiológicas e propondo estratégias preventivas e interventivas para minimizar esses efeitos. Metodologia: O estudo foi desenvolvido por meio de revisão de literatura narrativa, com enfoque qualitativo, reunindo evidências científicas acerca dos impactos do uso excessivo de telas. Foram selecionados artigos, livros e publicações entre 2011 e 2025, obtidos em bases de dados como PubMed, SciELO, e Biblioteca Integrada da Unoesc Joaçaba. Os descritores incluíram: “uso de telas”, “alterações posturais”, “respiração bucal”, “fonoaudiologia”, “coluna vertebral” e “funções comunicativas”. Critérios de inclusão consideraram materiais que abordassem repercussões físicas, respiratórias e comunicativas; foram excluídos estudos sem acesso integral ou fora do tema. Após triagem, os textos foram lidos e organizados conforme contribuição, permitindo discussão integrada e abordagem das implicações fonoaudiológicas. Resultados: O uso prolongado de telas provoca flexão cervical e torácica, desalinhamento vertebral e sobrecarga muscular, comprometendo a mecânica respiratória e a coordenação com a fala. Observa-se sobrecarga em articulações como a temporomandibular, ombros e punhos, agravando dores e disfunções. A respiração bucal, associada à má postura, interfere no crescimento facial, na articulação e na qualidade vocal. Estudos indicam aumento de cifose torácica, protrusão da cabeça e piora do equilíbrio corporal, especialmente em crianças. Estudos durante a pandemia, relataram agravamento de dores musculoesqueléticas e redução da qualidade de vida em professores e estudantes. O uso excessivo de dispositivos também se associa ao sedentarismo, menor interação social, problemas cognitivos e riscos de alterações crônicas da coluna vertebral. Conclusão: O uso excessivo de telas compromete a postura, respiração e comunicação, podendo gerar efeitos duradouros. É essencial estabelecer limites de tempo de tela, atividades físicas e interações presenciais, além de orientar posturas adequadas. A fonoaudiologia, juntamente com outras áreas da saúde, tem papel fundamental na prevenção e tratamento, contribuindo para a saúde física, respiratória e comunicativa. Podendo aproximar tecnologia e bem-estar, promovendo uma comunicação mais saudável na era digital.
