PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA: AVALIAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS FONOAUDIOLÓGICAS
Resumo
Introdução: A paralisia facial periférica (PFP) é uma condição neurológica que resulta na perda de função dos músculos faciais, devido a lesões no nervo facial, causando distúrbios estéticos e funcionais significativos. A reabilitação fonoaudiológica visa manter a tonicidade muscular e melhorar tanto os aspectos funcionais quanto estéticos da face. Objetivo: Descrever as estratégias terapêuticas empregadas na reabilitação fonoaudiológica em casos de PFP. Método: Foi realizada uma revisão integrativa, utilizando-se as bases de dados SciELO e Google Acadêmico. Para a busca das publicações nessas bases de dados, foram utilizados os seguintes termos: “paralisia facial,” “avaliação” e “fonoaudiologia”, sendo definidos os seguintes critérios de inclusão: artigos científicos disponíveis na íntegra em português, que abordassem a avaliação fonoaudiológica em pessoas com PFP a partir de 2015. Resultados: Foram selecionados quatro artigos nos idiomas Português com publicação entre os anos de 2015 e 2021. A paralisia facial periférica (PFP), afeta a mímica facial e funções orofaciais, impactando a comunicação e o bem-estar dos pacientes. A terapia fonoaudiológica na paralisia facial preconiza reabilitar as funções orais tais como a fala, a mastigação, deglutição, sucção e a expressividade facial. A intervenção deve ser iniciada precocemente, já na fase flácida. Para isso, utiliza-se exercícios mioterápicos com o intuito de trabalhar a musculatura facial e o trabalho interdisciplinar, tanto otorrinolaringológico como fonoaudiológico concomitantes são de suma importância. A literatura oferece poucos detalhes sobre os protocolos terapêuticos na PFP de forma detalhada e que possibilitem a aplicabilidade clínica. Os métodos comuns relatados incluem exercícios isotônicos e isométricos e mais recentemente, utilização de bandagem elástica. Alguns autores sugerem que a elaboração de protocolos, assim como de marcadores de resultados deverá ser estudada e validada constantemente para o aprimoramento das propostas clínica e terapêutica utilizadas nas práticas fonoaudiológicas. Miranda et al. (2015), descrevera um protocolo que incluiu a realização de crioterapia associada à estimulação do movimento, com duração máxima de cinco minutos; massagem indutora por dez minutos; quinze minutos de exercícios oromiofuncionais isométricos e/ou isotônicos, dez minutos de exercícios voltados para as funções estomatognáticas e dez minutos de orientação e treinamento ao paciente sobre exercícios para serem realizados em casa. Conclusão: As estratégias fonoaudiológicas evidenciaram a necessidade de protocolos mais detalhados e consistentes na reabilitação fonoaudiológica de pacientes com PFP. Futuras pesquisas devem focar em protocolos mais detalhados e atuais, com amostras significantes de diferentes faixas etárias no intuito de aprimorar a reabilitação destes pacientes.
