SER OU TORNAR-SE MÃE? EXPLORANDO AS TRANSFORMAÇÕES FEMININAS NO PUERPÉRIO
Resumo
Introdução: O artigo desenvolvido apresenta um estudo sobre as transformações físicas, emocionais e sociais que as
mulheres enfrentam durante o puerpério. A relevância da pesquisa reside na necessidade de compreender, a partir
de um recorte regional do Extremo Oeste Catarinense, como se dá a transição para a maternidade em um
contexto marcado por especificidades culturais, sociais e econômicas. Objetivo: Compreender as mudanças
emocionais, psicológicas e sociais enfrentadas por mulheres do Extremo Oeste Catarinense no puerpério.
Especificamente, buscou-se: analisar o processo de tornar-se mãe a partir dos aspectos sociais, culturais e
psicológicos; investigar o impacto do apoio social no bem-estar das mães; e examinar o papel da psicologia no
suporte a essas mulheres. Método: A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e exploratória, com estudo de
campo realizado por meio de entrevistas semiestruturadas com cinco mães maiores de dezoito anos, residentes no
Extremo Oeste Catarinense, cujos filhos tinham até dois anos de idade. A escolha do número de participantes
baseou-se na proposta metodológica de saturação de dados, buscando captar vivências recentes e
representativas do período puerperal. A análise dos dados seguiu os procedimentos da análise de conteúdo
descrita por Bardin (2016). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer nº 7.427.341.
Resultados: A análise das entrevistas revelou variações na adaptação à maternidade, destacando o papel do
apoio social, da experiência prévia e da construção de vínculo durante as entrevistas. Conclusão: Em geral, o
estudo possibilitou uma compreensão dessas mulheres sobre suas vivências no puerpério, evidenciando a
importância de uma rede de apoio que promova segurança e acolhimento, auxiliando-as no enfrentamento dos
desafios e transformações desse período.
Palavras-chave: Puerpério; Maternidade; Rede de apoio; Pós-parto
