MOTIVAÇÃO PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E COMPORTAMENTO ALIMENTAR EM CRIANÇAS

Autores

  • Michelle Aline Weschenfelder
  • Carla Graziela Vescovi Sorgetzt Camboim
  • Luana Patrícia Marmitt
  • Gracielle Fin UNOESC

Resumo

Introdução: A saúde infantil é uma preocupação global, influenciada por hábitos diários que podem predispor ao desenvolvimento de doenças crônicas. A inatividade física e padrões alimentares inadequados são fatores determinantes no aumento da obesidade infantil. A Teoria da Autodeterminação (TAD), proposta por Deci e Ryan (1985, 1991, 2000), é amplamente utilizada para compreender fatores motivacionais que influenciam esses comportamentos. Avaliar crianças nessa faixa etária é desafiador, e escalas pictóricas surgem como ferramentas promissoras devido à aplicabilidade e confiabilidade. Objetivo: Investigar a motivação intrínseca para a prática esportiva e sua associação com o nível de atividade física e padrões de consumo alimentar em crianças de 8 a 11 anos, analisando diferenças entre os sexos. Método: Foi realizado um estudo transversal com 599 escolares dos anos iniciais do ensino fundamental em escolas municipais de Joaçaba (SC), com amostra final de 455 crianças (235 meninas e 220 meninos) que responderam integralmente aos instrumentos. A motivação esportiva foi avaliada pela Escala Pictórica de Motivação Esportiva Infantil (EPMDI), enquanto o nível de atividade física e o consumo alimentar foram medidos pelo questionário Web-CAAFE. As coletas foram realiadas nas escolas municipais, durante o horários das aulas, nos períodos matutino e vespertivo, entre os meses de setembro e outubro de 2024. As variáveis foram analisadas por meio de estatística descritiva, teste t de Student, MANOVA, ANOVA e qui-quadrado, adotando-se p<0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unoesc/HUST. Resultados: Meninos apresentaram nível de atividade física significativamente mais alto (p=0,008), enquanto meninas tiveram maior consumo de alimentos saudáveis (p=0,023). Não houve diferença significativa na motivação intrínseca entre sexos, sendo alta para ambos. Observou-se associação positiva entre maior nível de atividade física e maior consumo de alimentos saudáveis (p=0,001), especialmente entre meninos. Entre as meninas, essa relação não foi estatisticamente significativa. Conclusão: Apesar da elevada motivação intrínseca em ambos os sexos, meninos foram mais ativos fisicamente e meninas apresentaram padrões alimentares mais saudáveis. A associação positiva entre atividade física e alimentação saudável reforça a necessidade de políticas e programas integrados que promovam simultaneamente esses hábitos desde a infância. Intervenções fundamentadas na TAD, que valorizem motivação autônoma, podem favorecer a adoção e manutenção de estilos de vida saudáveis. O uso de instrumentos validados e a amostra ampla conferem robustez aos achados, embora limitações como o delineamento transversal e o autorrelato do consumo alimentar indiquem a importância de estudos longitudinais e metodologias complementares.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Weschenfelder, M. A., Camboim, C. G. V. S., Marmitt, L. P., & Fin, G. (2025). MOTIVAÇÃO PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E COMPORTAMENTO ALIMENTAR EM CRIANÇAS. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e37657 . Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/37657

Edição

Seção

PIBIC - CNPq