PESQUISA DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS RESISTENTE À METICILINA ADQUIRIDOS NA COMUNIDADE (CA-MRSA) NAS MÃOS E CAVIDADES NASAIS INDIVÍDUOS NA COMUNIDADE DE SÃO MIGUEL DO OESTE-SC
Resumo
Staphylococcus aureus é um dos principais patógenos que afetam os seres humanos, e aproximadamente 30% da população está colonizada por ele. A colonização nasal por cepas resistentes à Meticilina (MRSA) é um fator de risco importante para o desenvolvimento de infecções causadas por essa bactéria. O objetivo deste estudo foi pesquisar cepas de Staphylococcus aureus resistente à meticilina adquiridos na comunidade (CA-MRSA) nas mãos e cavidades nasais indivíduos na comunidade de São Miguel do Oeste-SC. Foram analisadas 190 amostras provenientes da cavidade nasal e das mãos de indivíduos da comunidade. As coletas foram realizadas com swabs umedecidos em solução fisiológica estéril e posteriormente semeadas em ágar Sal Manitol e incubadas em estufa bacteriológica a 36 ± 1ºC por 24-48 horas.. A identificação foi realizada por coloração de Gram e testes bioquímicos. Após confirmação as cepas confirmadas para S.aureus foram submetidas ao teste de suscetibilidade aos antimicrobianos. Os resultados demonstraram que 77,89% (148) dos participantes estavam colonizados por S.aureus, sendo que destes 77 eram homens e 71 eram mulheres. Entre os colonizados, 67,58% apresentavam colonização nas mãos, 40,54% apresentavam colonização nasal, e 25,67% estavam colonizados tanto nas mãos quanto no nariz. Em relação à resistência a antibióticos, todas as cepas isoladas apresentaram resistência a pelo menos dois antibióticos. Além disso, 92 cepas apresentaram multirresistência a várias classes de antibióticos. O antibiótico com o maior número de cepas resistentes foi a Tetraciclina, enquanto que o menor foi a Rifampicina. Das cepas isoladas 1,35% são MRSA. A pesquisa demonstrou uma alta taxa de colonização por S. aureus na comunidade de São Miguel do Oeste-SC, com 77,89% dos indivíduos colonizados. A presença de resistência a múltiplos antibióticos em todas as cepas isoladas é um achado alarmante e embora a prevalência de MRSA tenha sido baixa (1,35%), o potencial de disseminação de cepas resistentes à meticilina representa um risco significativo para a saúde pública.